SEÇÕES

Engenheiro teria causado prejuízo de mais de R$ 1 milhão em golpe com placas solares

. Preso em São Paulo por golpes no Piauí, ele foi indiciado por estelionato.

Ver Resumo
  • Engenheiro eletricista Heitor Gonçalves Santana foi preso por golpes em Piauí, envolvendo instalação de energia solar.
  • Esquema fraudulento deixou prejuízo superior a R$ 1 milhão e afetou mais de 30 vítimas que não receberam serviços.
  • Vítima relatou que contratos foram firmados, pagamentos feitos, mas serviços não realizados e justificativas constantes.
  • Policia Civil orienta vítimas a registrar ocorrências e instaurou nove inquéritos contra o engenheiro preso.
  • Delegado informou que Heitor movimentava até R$ 2 milhões mensais e suspeitava de dezenas de processos.
Siga-nos no

A Polícia Civil do Piauí revelou novos detalhes acerca da investigação envolvendo o engenheiro eletricista Heitor Gonçalves Santana. Preso em São Paulo por golpes no Piauí, ele foi indiciado por estelionato. O esquema era aplicado por meio da instalação de placas de energia solar e deixou um prejuízo que ultrapassa R$ 1 milhão, conforme as investigações.

Segundo a Polícia Civil, ele firmava contratos para a instalação de sistemas de energia solar, recebia os pagamentos, mas não realizava os serviços nem devolvia os valores aos clientes. O esquema fez mais de 30 vítimas. Uma delas conversou com a TV Meio Norte

Ele tinha sido referenciado por uma pessoa com quem eu tinha contato. Ele foi até a minha residência e ofereceu vantagens, tanto em relação ao custo quanto à comodidade da instalação. Nós firmamos o contrato, pagamos 50% do valor da instalação e tínhamos um prazo de 15 dias. O tempo foi passando e ele foi criando situações, justificando por que não estava entregando. Dizia que a firma estava sobrecarregada e apresentava algumas justificativas. Quando nos demos conta, fomos conversando com outras pessoas e percebemos que várias estavam na mesma situação, disse a vítima, que preferiu não ser identificada.

Assista à reportagem!

PRISÃO

Segundo a Polícia Civil, outra vítima foi um idoso, que pagou R$ 25 mil pelo serviço, mas não recebeu o material nem teve a instalação realizada. Ao procurar o escritório do engenheiro em Teresina, descobriu que o local havia sido fechado.

Com a prisão do engenheiro, a Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas procurem uma delegacia e registrem um boletim de ocorrência. Até o momento, nove inquéritos policiais foram instaurados contra Heitor.

Representei pela busca, financiamento e prisão dele, além da busca domiciliar. Ele foi ouvido durante o interrogatório e informou um endereço onde estava, em São Paulo, de acordo com a probabilidade de que ele estivesse lá. Inclusive, ele estaria fazendo doutorado. Algumas vítimas pagavam o valor total ou parcial. Em alguns casos, ele iniciava o serviço e depois não prestava mais, de forma completa ou parcial. Em outros, não prestava serviço algum. No termo de interrogatório dele, perguntei se ele tinha conhecimento das dezenas de ocorrências policiais contra ele. Ele falou que suspeitava. Disse, ainda, que já chegou a movimentar, em um mês, dois milhões de reais, explicou o delegado Adalberto Paulo, titular da 2ª Delegacia Seccional Divisão 1.

O MeioNews está à disposição para ouvir o outro lado.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP