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Douglas Fonseca, CEO da DF Group, é solto após conseguir habeas corpus em Teresina

A doutora Taline Prado confirmou apenas a soltura de Douglas Fonseca.

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  • CEO da DF Group, Douglas Fonseca, foi solto após decisão judicial em Teresina.
  • Ele e dez pessoas são investigados por esquema de pirâmide que movimentou R$ 100 milhões.
  • Prisões ocorreram em julho, com interdição da empresa e restrições judiciais em vigor.
  • Mais de 500 vítimas formalizaram denúncias após falência do esquema financeiro.
Douglas Fonseca | Foto: Redes Sociais
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Foi solto nesta sexta-feira (17), o CEO da DF Group, Douglas Fonseca. A informação foi confirmada ao MeioNews pelo doutora Taline Prado. Ele e outras dez pessoas são investigadas por um suposto esquema de pirâmide financeira em Teresina.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, os 11 investigados são suspeitos de atrair investidores com a promessa de rendimentos de até 10% ao mês. No entanto, os pagamentos deixaram de ser realizados, levando centenas de clientes a denunciar o caso. Até o momento, mais de 500 vítimas formalizaram denúncias à Polícia Civil e à Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (SUDECON). 

Segundo as investigações, a DF Group movimentou cerca de R$ 100 milhões em apenas dois anos. A  doutora Taline Prado confirmou apenas a soltura de Douglas Fonseca. "Isso, já teve a soltura sim, por uma decisão de um HC", disse.  Até o momento, não há informações sobre a justificativa da soltura. A advogada informou ainda que a defesa não pode divulgar o teor da decisão judicial, pois o processo tramita sob sigilo.

ENTENDA

Com as denúncias, a SSP-PI deflagrou uma operação no dia 10 de julho, onde prendeu Douglas Fonseca e nove pessoas. No sábado, outro suspeito decidiu se entregar. 

  1. Douglas Fonseca Araújo (CEO)
  2. Ícaro Teixeira de Sousa
  3. Milena Alves Torres
  4. Viviane Alves da Silva
  5. Eduardo Lima de Sousa
  6. Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu
  7. Janda Maira de Sousa Silva
  8. Caio Guilherme Campelo
  9. Caio Fonseca Araújo
  10. Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo
  11. Lucas Soares Coutinho
  12. Tharsio Moura Soares de Gusmão (foragido)

Alvos de ação da DF Group | FOTO: Saymon Lima

Com as prisões na última sexta-feira em Teresina, foi determinado a interdição da DF Group. A Justiça havia prorrogado, na terça-feira (14), por mais cinco dias, a prisão temporária dos investigados.

Entre os denunciantes estão fiéis e membros de igrejas da capital, que afirmam ter investido dinheiro acreditando nas promessas. Uma das vítimas revelou que, entre os investigados, está um homem que seria pastor e que, segundo ela, utilizava a confiança dos fiéis para convencê-los a investir no esquema.

Tinha que investir nesse aí, nesse conhecimento, sobre entender sobre investimento e que o melhor investimento seria esse e foi aquela lavagem cerebral. A tropa todinha que fez investimento, essa galera nossa que fez o investimento, que era congregados, alguns já saíram, alguns se decepcionaram, saíram fora, como eu também saí fora, decepcionado com todos esses esses acontecimentos, disse uma vítima. 

O delagado Matheus Zanatta afirmou que durante a apuração, a polícia constatou que a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro.

OUTRO LADO

Na quarta-feira, a defesa da DF Group afirmou em nota que a empresa está impedida de realizar qualquer atividade ou movimentação financeira por determinação judicial, e classificou as prisões como "desproporcionais".

Enquanto permanecerem essas restrições judiciais, não há viabilidade operacional ou jurídica para a reorganização das atividades da empresa, tampouco para a retomada de qualquer fluxo regular de pagamentos [...] A defesa reitera sua convicção de que as prisões efetuadas são desproporcionais e juridicamente questionáveis, razão pela qual sua legalidade já está sendo discutida no Poder Judiciário, diz um trecho da nota.

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