SEÇÕES

Donos do “Desapego Legal” são soltos após investigação de prejuízo de R$ 100 mil no Piauí

Eles são investigados por causar um prejuízo de aproximadamente R$ 100 mil a pelo menos três vítimas no Piauí, estado onde as apurações tiveram início.

Francine da Costa Prado e Filipe Prado dos Santos | Foto: Redes Sociais
Siga-nos no

Os proprietários do brechó de luxo Desapego Legal, Francine da Costa Prado e Filipe Prado dos Santos, foram soltos na manhã desta terça-feira (3), em São José dos Campos (SP). Eles são investigados por causar um prejuízo de aproximadamente R$ 100 mil a pelo menos três vítimas no Piauí, estado onde as apurações tiveram início, segundo informou o delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC).

Muitas pessoas tinham sido enganadas, inclusive, em alguma situação, o próprio brechó enviando bolsas que se diziam ser verdadeiras, bolsas de luxo, e quando a vítima recebia, isso no estado do Rio de Janeiro, verificava, constatava que a bolsa era falsa. Então nós, diante de todas as informações, chegamos à conclusão de que se tratava realmente de um estelionato [...] esse brechó, ele atuava nessas duas frentes: a primeira, ele realizava a venda de bolsas e não repassava os produtos; e, no outro lado, ele fazia compras de bolsas de luxo, recebia os produtos, mas não efetuava os pagamentos das bolsas, explicou o delegado.

Delegado Humberto Mácola | FOTO: Saymon Lima

INVESTIGAÇÃO

A investigação teve início em 2025, mas o casal só foi preso no dia 29 de janeiro de 2026. A defesa entrou com um habeas corpus, e conseguiu a soltura dos investigados. De acordo com a decisão judicial, a prisão temporária deixou de ser necessária, uma vez que as medidas consideradas essenciais à investigação já foram cumpridas.

Entre elas, as buscas e apreensões de celulares, computadores e documentos, além do bloqueio de valores. Segundo o magistrado, “não se evidencia, neste momento processual, a imprescindibilidade da continuidade da prisão temporária para o avanço das investigações”. 

Eles foram colocados em liberdade, mas as investigações continuam, porque eles estão soltos, que serão absolvidos. Todo o procedimento ainda correrá, o relatório final já está sendo confeccionado, nós entregaremos a investigação até o judiciário e, dali, o processo continuará, acrescentou o delegado. 

Dona do Desapego Legal | FOTO: Redes Sociais

BRECHÓ DESAPEGO LEGAL 

Fundado em 2018, o brechó de luxo Desapego Legal declarou receitas milionárias por anos antes de clientes de todo o Brasil começarem a relatar a interrupção dos pagamentos pelas vendas de peças. As denúncias levaram à abertura de investigação policial, ao pedido de recuperação judicial com dívida estimada em R$ 20 milhões e, em janeiro de 2026, à prisão dos donos da empresa.

Em 2022, a empresa declarou receita bruta de R$ 48,8 milhões. No ano seguinte, o faturamento informado foi de R$ 50,8 milhões, o maior da história do brechó. Os produtos de luxo, como bolsas e joias vendidas, eram vendidos por valores superiores a R$ 20 mil.

Em 2025, o caso ganhou repercussão nacional, com prejuízo estimado de R$ 5 milhões.

VEJA A NOTA DA EMPRESA!

A fim de esclarecer as informações que vém sendo divulgadas pela mídia, a Desapego Legal informa que o seu sócio e sua esposa foram conduzidos para prestar esclarecimentos à autoridade competente, no contexto de procedimento em tràmite, estando todas as medidas jurídicas cabiveis sendo devidamente adotadas.

Ressaltamos que a empresa encontra-se em processo regular de recuperação judicial, com suas atividades mantidas e acompanhadas por profissionais habilitados e pelo Poder Judiciário.

Seguimos operando com responsabilidade, transparência e compromisso com nossos clientes, parceiros e colaboradores, confiantes de que os fatos serão devidamente esclarecidos.

Agradecemos a confiança e o apoio de todos.

Tópicos
Carregue mais
Veja Também