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Como criminosos “sequestravam” números de celular e invadiam contas bancárias em Teresina?

Os criminosos foram alvos da operação Caronte II, deflagrada pela Polícia Federal em Teresina.

Sede da Polícia Federal em Teresina | Foto: Saymon Lima / Portal Meio News
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Nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (17), a Polícia Federal deflagrou, em Teresina, a Operação Caronte II, que investiga um esquema criminoso de fraudes por meio de operadoras de telefonia. De acordo com as apurações, o golpe funcionava da seguinte forma:

  1. Os criminosos conseguiam informações da vítima, como CPF, número de telefone e, às vezes, dados bancários. Isso pode vir de vazamentos na internet;
  2. Com esses dados, eles entravam em contato com a operadora e pediam a transferência do número da vítima para outro chip — como se fossem o verdadeiro dono da linha;
  3. De repente, o telefone da vítima perdia o sinal. Nesse momento, o número já está nas mãos dos criminosos;
  4. Com o número sob controle, os criminosos recebiam SMS de confirmação e redefiniam senhas de bancos;
  5. Com acesso liberado, eles invadiam as  contas bancárias.

A operação Caronte II cumpriu apenas mandados de busca e apreensão em Teresina. 

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