- CEO da DF Group, Douglas Fonseca, foi solto após decisão judicial em Teresina.
- Ele e outras onze pessoas são investigados por esquema de pirâmide financeira.
- Operação deflagrada em julho resultou em prisões, buscas e suspensão da DF Group.
- Até 500 vítimas formalizaram denúncias contra a empresa que prometia rendimentos de 10%.
- Investigados incluem fiéis de igrejas que acreditaram nas promessas da DF Group.
Foi solto na manhã deste domingo (19), o CEO da DF Group, Douglas Fonseca. A decisão foi tomada menos de dois dias após uma sequência de decisões judiciais: ele chegou a ser colocado em liberdade por meio de um habeas corpus, mas teve a prisão preventiva decretada em seguida. Agora, uma nova decisão autorizou sua soltura.
Douglas e outras onze pessoas são investigados pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) por suspeita de integrar um esquema de pirâmide financeira em Teresina.
Com a nova decisão de soltura, Douglas deve usar tornozeleira eletrônica. As demais medidas cautelares foram: restrição de saída da comarca, mudança de endereço, comunicação com os outros investigados, comparecimento obrigatório aos chamados do juízo e manutenção da retenção do passaporte. Além dele, outras oito pessoas também foram soltas.
INVESTIGAÇÃO
São investigados pela SSP-PI:
- Douglas Fonseca Araújo (Solto)
- Ícaro Teixeira de Sousa (Solto)
- Milena Alves Torres (Solta)
- Viviane Alves da Silva (Solta)
- Eduardo Lima de Sousa (Solto)
- Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu (Solto)
- Janda Maira de Sousa Silva (Solta dias atrás)
- Caio Guilherme Campelo (Solto)
- Caio Fonseca Araújo (Solto)
- Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo (Solta dias atrás)
- Lucas Soares Coutinho (Solto)
- Tharsio Moura Soares de Gusmão (foragido)
Todos são investigados por atrair investidores com a promessa de rendimentos de até 10% ao mês. No entanto, os pagamentos deixaram de ser realizados, levando centenas de clientes a denunciar o caso. Até o momento, mais de 500 vítimas formalizaram denúncias à Polícia Civil e à Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (SUDECON).
Segundo as investigações, a DF Group movimentou cerca de R$ 100 milhões em apenas dois anos.
Entre os denunciantes estão fiéis e membros de igrejas da capital, que afirmam ter investido dinheiro acreditando nas promessas. Uma das vítimas revelou que, entre os investigados, está um homem que seria pastor e que, segundo ela, utilizava a confiança dos fiéis para convencê-los a investir no esquema.
A operação que mirou Douglas Fonseca foi deflagrada no dia 10 de julho. Foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueios de contas e realizadas apreensões de veículos. A DF Group teve as atividades suspensas.