- Justiça do Piauí converteu prisão temporária de Douglas Fonseca em preventiva após habeas corpus ser negado.
- Operação investiga DF Group por estelionato, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro envolvendo nove investigados.
- Prisão preventiva foi decretada para nove pessoas, incluindo foragido Tharsio Moura Soares de Gusmão.
- DF Group movimentou R$ 100 milhões em dois anos, com mais de 500 vítimas formalizando denúncias.
- Interdição da empresa foi determinada após prisões na última sexta-feira em Teresina.
A Justiça do Piauí converteu a prisão temporária de Douglas Fonseca, CEO da DF Group, em prisão preventiva nesta sexta-feira (17). Horas atrás, ele havia conseguido a soltura após a defesa apresentar um habeas corpus. Com a decisão, o empresário continua preso.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Piauí, a Justiça acolheu a representação da Polícia Civil e converteu em prisão preventiva as prisões temporárias de nove investigados na operação, que apura a atuação do grupo DF Trader, suspeito de praticar estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais. Também foi decretada a prisão preventiva de outro investigado que se encontra foragido.
Com a decisão judicial, permanecerão presos Douglas Fonseca Araújo, Ícaro Teixeira de Sousa, Lucas Soares Coutinho, Eduardo Lima de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu. Também foi decretada a prisão preventiva de Tharsio Moura Soares de Gusmão, que segue foragido.
Na mesma decisão, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão para Janda Maira de Sousa Silva e Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo, conforme previsto no Código de Processo Penal. As investigações continuam com o objetivo de identificar todas as circunstâncias dos fatos, localizar eventuais envolvidos e vítimas, e assegurar a responsabilização dos autores.
ENTENDA
Douglas e outras dez pessoas são investigadas por um suposto esquema de pirâmide financeira em Teresina. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, os 11 investigados são suspeitos de atrair investidores com a promessa de rendimentos de até 10% ao mês. No entanto, os pagamentos deixaram de ser realizados, levando centenas de clientes a denunciar o caso. Até o momento, mais de 500 vítimas formalizaram denúncias à Polícia Civil e à Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (SUDECON).
Segundo as investigações, a DF Group movimentou cerca de R$ 100 milhões em apenas dois anos. Mais cedo, a doutora Taline Prado havia confirmado a soltura de Douglas Fonseca. "Isso, já teve a soltura sim, por uma decisão de um HC", disse.
Com as denúncias, a SSP-PI deflagrou uma operação no dia 10 de julho, onde prendeu Douglas Fonseca e nove pessoas. No sábado, outro suspeito decidiu se entregar.
- Douglas Fonseca Araújo (CEO)
- Ícaro Teixeira de Sousa
- Milena Alves Torres
- Viviane Alves da Silva
- Eduardo Lima de Sousa
- Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu
- Janda Maira de Sousa Silva
- Caio Guilherme Campelo
- Caio Fonseca Araújo
- Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo
- Lucas Soares Coutinho
- Tharsio Moura Soares de Gusmão (foragido)
Com as prisões na última sexta-feira em Teresina, foi determinado a interdição da DF Group. A Justiça havia prorrogado, na terça-feira (14), por mais cinco dias, a prisão temporária dos investigados.
Entre os denunciantes estão fiéis e membros de igrejas da capital, que afirmam ter investido dinheiro acreditando nas promessas. Uma das vítimas revelou que, entre os investigados, está um homem que seria pastor e que, segundo ela, utilizava a confiança dos fiéis para convencê-los a investir no esquema.