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Terremoto atinge sul da Itália, deixa feridos e provoca apagões em Nápoles

Tremor de magnitude 4,7 causou danos em edifícios, interrompeu trens e metrô e levou moradores a deixarem suas casas por medo de novos abalos

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  • Terremoto de magnitude 4,7 atingiu região de Campi Flegrei, próximo a Nápoles, na Itália, nesta sexta-feira (31).
  • O abalo sísmico provocou apagões, danos em edifícios, deslizamentos e deixou oito pessoas feridas, segundo a imprensa italiana.
  • As autoridades suspenderam linhas de trem e metrô por precaução e equipes de emergência realizam inspeções nas áreas afetadas.
  • Parte da parede de um edifício desabou em Pozzuoli, enquanto blocos de tufo caíram sobre veículos, causando prejuízos materiais.
  • Região de Campi Flegrei, localizada na zona oeste de Nápoles, tem aumento da atividade sísmica e histórico de tremores intensos.
Carro esmagado por escombros após um terremoto de magnitude 4,7 atingir o sul da Itália, em 31 de julho de 2026 | Foto: REUTERS/Salvatore Laporta
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Um terremoto de magnitude 4,7 atingiu a região de Campi Flegrei, próxima à cidade de Nápoles, no sul da Itália, nesta sexta-feira (31). O tremor provocou apagões, danos em edifícios, deslizamentos e deixou oito pessoas feridassegundo a imprensa italiana. As autoridades suspenderam linhas de trem e metrô por precaução, enquanto equipes de emergência realizam inspeções nas áreas afetadas.

O abalo sísmico foi registrado às 19h46 no horário local (14h46 em Brasília) e teve epicentro em Campi Flegrei, a cerca de 3 quilômetros de profundidade. Por ter ocorrido próximo à superfície, o terremoto foi sentido com mais intensidade pelos moradores da região, que correram para as ruas durante os tremores.

Danos e moradores deixam as casas

De acordo com a agência italiana Ansa, os maiores estragos foram registrados em Pozzuoli, cidade vizinha a Nápoles. Parte da parede de um edifício desabou, enquanto blocos de tufo, uma rocha de origem vulcânica, caíram sobre veículos estacionados e causaram prejuízos materiais.

O Corpo de Bombeiros da Itália informou que também recebeu relatos de pequenos danos em prédios de Nápoles e municípios próximos. Até o momento, não há registro de mortes, mas moradores passaram a noite fora de casa por receio de novos tremores.

Veículo danificado entre pedras e destroços após um terremoto de magnitude 4,7 atingir a área de Campi Flegrei, na Itália, em 31 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Salvatore Laporta 

Transporte é interrompido

Como medida preventiva, as autoridades locais determinaram a suspensão das linhas de trem e metrô que atendem a região afetada. Paralelamente, equipes técnicas iniciaram vistorias para avaliar a segurança estrutural de imóveis e identificar possíveis riscos para a população.

As inspeções devem continuar nos próximos dias, enquanto órgãos de monitoramento acompanham a atividade sísmica na região.

Região convive com atividade sísmica

Campi Flegrei é uma caldeira vulcânica densamente povoada, localizada na zona oeste de Nápoles. Nos últimos anos, a área tem registrado aumento da atividade sísmica, o que levou o governo italiano a reforçar o monitoramento constante da região.

Embora pequenos tremores sejam comuns, especialistas alertam que os abalos mais intensos reacendem o temor de uma nova crise sísmica semelhante à ocorrida no início da década de 1980, quando milhares de moradores precisaram abandonar suas casas.

Itália tem histórico de grandes terremotos

A Itália está entre os países europeus com maior atividade sísmica. Em 2016, uma sequência de terremotos devastou áreas das regiões de Lácio, Úmbria e Marcas, deixando cerca de 300 mortos.

O episódio mais devastador das últimas décadas ocorreu em 1980, quando um terremoto de magnitude 6,9 atingiu a região de Irpinia, no sul do país. A tragédia provocou cerca de 2.700 mortes e destruiu centenas de cidades italianas.

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