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Irã reforça repressão, corta internet e recebe ameaça de retaliação de Trump

'Nós os atingiremos muito duramente', disse o presidente dos EUA. Irã vive onda de protestos após aumento da inflação.

Manifestantes marcharam no centro de Teerã, Irã, contra a situação econômica do país | Foto: Reprodução
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O Irã intensificou a repressão contra manifestantes contrários ao regime nesta quinta-feira (8), no momento em que a onda de protestos chega ao 12º dia no país.

Também nesta quinta, o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou a situação do país asiático.

Deixei claro para eles que, se começarem a matar pessoas — o que tendem a fazer durante seus distúrbios, eles têm muitos distúrbios —, se fizerem isso, nós os atingiremos muito duramente, disse o presidente dos Estados Unidos durante uma entrevista ao apresentador de rádio conservador Hugh Hewitt.

POPULAÇÃO PROTESTA CONTRA AUMENTO DE PREÇOS

Os protestos no Irã eclodiram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerã organizaram uma manifestação contra o aumento dos preços no país e o colapso da moeda local, o rial, o que desencadeou uma onda de ações semelhantes em outras cidades. Outras pautas foram incluídas por outros manifestantes.

Desde então, os atos se espalharam por 25 das 31 províncias iranianas, segundo uma contagem da AFP, e deixaram dezenas de mortos, incluindo membros das forças de segurança. Imagens publicadas na rede social X mostram grandes manifestações nas ruas.

'BATALHA FINAL''

De acordo com vídeos, os manifestantes entoavam slogans como "é a batalha final, Pahlavi voltará", em alusão à dinastia derrubada pela Revolução Islâmica de 1979, ou "Seyyed Ali será destituído", em referência ao líder supremo Ali Khamenei, no poder desde 1989.

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