- Carson Peters-Berger, de 18 anos, foi condenado à prisão perpétua por assassinar a prima Lily, de 10 anos, em 2022.
- O juiz Steven Gibbs destacou a gravidade do crime, apesar da idade do réu na época, e autorizou liberdade sob supervisão após 25 anos.
- Lily desapareceu em 24 de abril de 2022, foi encontrada morta em uma região arborizada e teve violência sexual no corpo.
- Como parte do acordo judicial, duas acusações de violência sexual foram retiradas, mas permaneceram no processo para definição da sentença.
- Familiares de Lily afirmaram que a menina era uma fonte de inspiração e que a família busca cura e manter sua memória viva.
Quatro anos após um crime que chocou a cidade de Chippewa Falls, no estado norte-americano de Wisconsin, Carson Peters-Berger foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da prima, Iliana “Lily” Peters, de 10 anos. Na época do crime, ele tinha 14 anos. Hoje, aos 18, declarou-se culpado por homicídio doloso em primeiro grau.
A sentença foi anunciada na quarta-feira (26) pelo juiz Steven Gibbs, do Condado de Chippewa. Pela decisão, Peters-Berger poderá solicitar liberdade sob supervisão ampliada depois de cumprir 25 anos de prisão.
Durante a audiência, o magistrado destacou a gravidade do crime, apesar da pouca idade do réu na época.
“Embora você fosse menor quando cometeu o crime, ainda é uma infração muito grave, e isso abalou esta comunidade”, afirmou Gibbs, segundo a emissora WEAU.
Peters-Berger não fez nenhuma declaração durante a audiência.
Lily desapareceu no caminho para casa
O crime aconteceu em 24 de abril de 2022. Lily havia passado um período na casa de uma tia e voltava de bicicleta para casa acompanhada do primo.
Segundo a denúncia criminal, Peters-Berger convenceu a menina a deixar a trilha e entrar em uma área de mata. Mais tarde, ele contou aos investigadores que já pretendia atacá-la.
Como Lily não voltou para casa, o pai comunicou o desaparecimento por volta das 21h. Na manhã seguinte, voluntários que participavam das buscas encontraram o corpo da criança em uma região arborizada próxima à trilha.
A autópsia apontou que Lily havia sido agredida, estrangulada e vítima de violência sexual. Peters-Berger foi preso no dia seguinte à localização do corpo.
Acordo judicial retirou acusações
Inicialmente, Peters-Berger respondia por três acusações. Como parte do acordo para se declarar culpado pelo homicídio, duas acusações relacionadas à violência sexual foram retiradas formalmente.
Segundo a People, essas acusações permaneceram registradas no processo e puderam ser consideradas pelo juiz durante a definição da sentença.
A defesa também havia tentado levar o caso para a Justiça juvenil. Os advogados argumentaram que o adolescente precisava de tratamento de saúde mental, mas o pedido foi rejeitado.
O juiz entendeu que a gravidade do crime justificava que Peters-Berger fosse julgado na Justiça comum. A decisão foi posteriormente mantida por um tribunal de apelações de Wisconsin.
Família ainda sofre com a perda
Familiares e pessoas próximas de Lily participaram da audiência e falaram sobre o impacto da morte da menina ao longo dos últimos quatro anos.
“Ela era a minha luz”, afirmou Kiara Stevens, amiga de Lily.
Segundo ela, a menina tinha uma personalidade que inspirava as pessoas a continuarem seguindo em frente.
Dana Whitcome, madrasta de dois irmãos de Lily, afirmou que a família pretende agora focar na recuperação emocional e em manter viva a memória da criança.
“Esperamos seguir em frente, nos curar e compartilhar esse espírito de gentileza com todos em memória de Lily”, disse.
Após a morte, familiares também divulgaram um poema escrito por Lily, no qual a menina falava sobre a importância da gentileza, da união e da paz.
Para o promotor do Condado de Chippewa, Wade Newell, a condenação encerra o processo judicial, mas não é capaz de apagar a dor causada pelo crime.
“Nada do que seja feito aqui vai apagar o que aconteceu com aquela pobre menina”, declarou.