Tom Resta perdeu o irmão John e a cunhada Sylvia nos atentados. Ela estava grávida de sete meses quando morreu.
Poucos dias antes dos ataques, o casal preparava o quarto do bebê que esperava. Os dois trabalhavam no 92º andar da Torre Norte do World Trade Center e morreram quando um dos aviões sequestrados atingiu o prédio.
Vinte e cinco anos depois, as lembranças continuam presentes para Resta.
"Depois de tanto tempo, ainda tenho um nó na garganta", declarou ele, em lágrimas. Segundo Resta, o 11 de Setembro permanece em sua mente "de forma quase constante".
Ao longo dos anos, ele viajou quatro vezes a Guantánamo para acompanhar as audiências preliminares do processo contra Mohammed e outros acusados. Para ele, acompanhar o caso tem sido uma experiência "árdua e tediosa".
A previsão atual é que o julgamento de Mohammed comece em junho de 2028. Para Resta, porém, a data ainda está distante demais.
"Meu pai irá completar 98 anos em novembro e não acredito que ele espere chegar a ver o julgamento", lamenta.
"Tenho muitos familiares (tios e tias) que gostariam de estar presentes. Mas, particularmente, não acredito que meus pais esperem viver o suficiente."
Além da idade dos familiares, existe outra preocupação: a possibilidade de os próprios acusados não chegarem vivos ao julgamento.
"Tomara que todos os acusados ainda estejam vivos na época do julgamento", destacou ele. "Esta é uma grande preocupação."