SEÇÕES

Receita Federal garante que não vai cobrar imposto por Pix

Receita afirma que o reforço na fiscalização de operações financeiras não implica em aumento de tributos, mas em melhorar a gestão e reduzir inconsistências.

Receita Federal | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Siga-nos no

A Receita Federal desmentiu informações falsas que circulavam nas redes sociais sobre a suposta criação de um imposto para transferências digitais. Em comunicado oficial, o órgão destacou que o reforço na fiscalização de operações financeiras não implica aumento de tributos, mas visa melhorar a gestão tributária e reduzir inconsistências nas declarações.

O que aconteceu?

Desde 1º de janeiro, transferências via Pix com valores mensais acima de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas passaram a ser monitoradas. Além do Pix, essas exigências também se aplicam a transações feitas por operadoras de cartão de crédito e instituições de pagamento, como fintechs e carteiras digitais. Bancos tradicionais e cooperativas de crédito já tinham a obrigação de reportar essas movimentações.

Cartão de crédito

A modernização da fiscalização inclui a substituição da antiga Declaração de Operações com Cartões de Crédito (Decred), criada em 2003, por um módulo específico dentro da plataforma e-Financeira. Esse sistema faz parte do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e permite centralizar informações como cadastros, movimentações financeiras e abertura de contas, oferecendo maior eficiência na análise de dados.

Monitoramento

Segundo a Receita, os novos dados permitirão preencher automaticamente declarações de Imposto de Renda a partir de 2026, reduzindo erros e divergências. O monitoramento respeitará os sigilos bancário e fiscal, sem identificar a origem ou a natureza das transações. Apenas os valores totais movimentados em débito e crédito serão informados pelas instituições financeiras.

Dados

Os relatórios das movimentações financeiras serão enviados à Receita a cada seis meses. Dados do primeiro semestre deverão ser entregues até o fim de agosto, enquanto os do segundo semestre deverão ser enviados até o fim de fevereiro. Essas informações alimentarão a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda, disponível em março.

Objetivo

A Receita Federal reforçou que as medidas visam aprimorar o gerenciamento de riscos tributários e garantir maior transparência, sem desrespeitar as normas legais de sigilo. O órgão esclareceu ainda que os valores consolidados não incluem detalhes das transações, como destinatários ou modalidades de transferência. (Com informações da Agência Brasil)

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP