O dólar fechou a sessão desta terça-feira (27) em queda de 1,41%, cotado a R$ 5,2056 — no menor patamar desde maio de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,79% e registrou um novo recorde de fechamento, aos 181.919 pontos.
No Brasil, o principal destaque ficou com a prévia da inflação de janeiro (IPCA-15), divulgada nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mostrou alta de 0,20%, levemente abaixo das projeções, de 0,22%.
PREVISÕES DO MERCADO FINANCEIRO
O dado de inflação foi divulgado em meio às expectativas pelas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, previstas para amanhã, na chamada Superquarta. A previsão do mercado é que tanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, quanto o Federal Reserve (banco central americano) anunciem a manutenção de suas respectivas taxas de juros.
nvestidores também monitoram com cautela as sinalizações do presidente Donald Trump sobre o novo nome escolhido para liderar o Fed. Há temores de que o indicado sofra pressão política para cortar juros mais rápido, o que poderia enfraquecer a independência do banco central.
POSICIONAMENTO DE TRUMP
Nos EUA também voltou ao radar o risco de paralisação do governo americano (shutdown), devido ao impasse no Congresso sobre o Orçamento e a área de segurança.
As preocupações voltaram a pesar nos mercados após Trump mudar de postura em relação ao estado de Minnesota, onde uma onda de protestos ganhou tração após a morte de um homem pela Patrulha das Fronteiras — o que reacendeu debates sobre a atuação do departamento de segurança interna dos EUA.
Ainda no cenário internacional, a União Europeia (UE) e a Índia fecharam um grande acordo comercial após 20 anos de negociações, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com um mercado de cerca de 2 bilhões de pessoas.
Com informações do g1.