A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro deflagraram nesta quarta-feira (4) a Operação Pecunia Obscura, que mira um esquema milionário de fraudes contra fintechs e lavagem de dinheiro com atuação na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
Até o momento, três pessoas foram presas. Ao todo, a Justiça expediu:
4 mandados de prisão;
23 mandados de busca e apreensão cumpridos no Rio de Janeiro e no Maranhão;
bloqueio e sequestro de R$ 150 milhões em bens e valores.
Esquema teria movimentado R$ 322 milhões
Segundo o inquérito, o grupo criminoso desviou cerca de R$ 322 milhões ao longo de cinco anos. A investigação é conduzida por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, em conjunto com o CyberGaeco, núcleo especializado do MPRJ no combate a crimes cibernéticos.
O caso começou em março de 2021, quando uma empresa de tecnologia financeira denunciou um golpe inicial de R$ 1 milhão.
Como funcionava o golpe
De acordo com os investigadores, os suspeitos:
utilizaram documentos públicos falsificados;
exploraram falhas no sistema de uma fintech;
desviaram valores eletronicamente;
pulverizaram o dinheiro em empresas fantasmas para ocultar a origem ilícita.
O rastreamento financeiro contou com apoio do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que identificou movimentações muito superiores ao valor inicialmente denunciado.
Crimes investigados
Os alvos podem responder por:
organização criminosa;
estelionato;
falsificação de documento público;
uso de documento falso;
lavagem de dinheiro.
As autoridades apontam que a organização também mantém atuação em Minas Gerais e no Maranhão, e novas prisões não estão descartadas conforme o avanço das investigações.