- José Dias lamenta morte do irmão Carlos em acidente na BR-316, entre Timon e Caxias.
- Acidente ocorreu na terça-feira (11), envolvendo ônibus e caminhão que colidiram.
- Carlos era alegre, trabalhador e querido na região, deixando uma filha de 18 anos.
- Outros ocupantes do ônibus sofreram ferimentos graves e estão hospitalizados.
- Velório será realizado nesta quarta-feira (12), no Cemitério São Miguel, em Timon.
“Só queria viver”, disse José Dias ao falar sobre o irmão, Carlos Eduardo Dias de Oliveira, que morreu em uma colisão entre um ônibus e um caminhão na BR-316, entre as cidades maranhenses de Timon e Caxias. Durante o velório da vítima, na manhã desta quarta-feira (12), o familiar expressou a dor da perda e reforçou que Carlos era extremamente alegre, trabalhador e muito querido na região. Ele deixa uma filha de 18 anos.
O acidente ocorreu no início da tarde desta terça-feira (11). Segundo José, o ônibus fazia uma linha com destino a São Paulo. No veículo estavam a irmã e o filho do proprietário do ônibus, além de um guia de viagem. Pouco antes da colisão, a equipe havia realizado uma troca de condutor para efetuar ajustes no veículo em Coelho Neto, a cerca de 15 km do local do acidente.
Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão teria invadido a faixa em que seguia o ônibus. Com o impacto, o ônibus saiu da pista em direção ao acostamento e tombou parcialmente sobre a lateral direita. Já o caminhão rodou sobre a pista e também saiu parcialmente do leito carroçável.
Uma tragédia. Eu acredito que o rapaz que colidiu com ele não queria. Talvez foi uma falta de cuidado. Aconteceu esse negócio de ele se colidir com o meu irmão, porque quando ele avistou o outro terceiro carro na frente dele, não tinha mais como ele fazer. Se jogou. Deu no que deu. Meu irmão ainda tirou, tentou tirar. Tentou tirar, fez de tudo, acrescentou.
Os demais ocupantes do ônibus sobreviveram, mas sofreram ferimentos graves e estão hospitalizados. José relatou que um deles quebrou o fêmur em dois lugares e o outro fraturou o tornozelo. O motorista do caminhão, Lenildo Tavares dos Santos, de 49 anos, também morreu. Ele foi projetado para fora do veículo após o impacto e caiu na pista.
José ainda relembrou que Carlos, em seus momentos de folga, gostava de se reunir com os amigos e com os três irmãos para momentos simples de lazer nos fins de semana.
A vida dele era um cara solteiro e tem uma filha de maior. A vida dele era tranquila, gostava de trabalhar, quando chegava aqui se reunia com os amigos, com os irmãos, que era com a gente mesmo. Fazíamos ali aquela farrazinha de que de final de semana, normal. Era simples assim, nada demais. Era bom demais. Só era alegria, disse.
Em sua fala, ele contou o quanto o irmão era querido pelas pessoas na região e a falta que ele irá fazer. "Uma pessoa muito alegre, só queria viver. Trabalhava muito, bastante mesmo. E ia viver de boa, tranquilo. E tá aí, vai fazer uma falta danada. Ele era querido aqui na redondeza e em todo lugar onde ele andava, fazia amizade", afirmou.
A dor da perda é algo que nunca se supera. Neste momento difícil, José disse que está tentando ser forte.
O homem era show. Show demais. É doido ele. Eu tô aqui todo duro. Eu tô duro. Mas quando eu chegar ali, eu caio nas lágrimas, fico forte de novo. E aí eu até ver quando ele descer ali, ele descer no enterro ali, no que ele descer na cova, aí eu acho que eu vou dar uma queda, viu?.
O sepultamento será realizado às 16h desta quarta-feira (12), no Cemitério São Miguel, em Timon. Antes, haverá um cortejo acompanhando o corpo até o local.