- A Polícia Civil do Maranhão investiga mais vítimas de violência sexual praticadas por Alberto Luiz Freitas Monção.
- Ele foi preso na quarta-feira (27) e suspeita-se que outras cinco crianças com idades entre 2 e 3 anos foram vítimas.
- A Polícia Civil encontrou imagens de câmeras de monitoramento da creche mostrando o crime, que ocorreu no dia 21 de maio.
- As crianças apresentaram mudanças de comportamento e expor partes íntimas de forma incomum, levantando suspeitas das famílias.
A Polícia Civil do Maranhão investiga se ao menos cinco outras crianças, com idades entre 2 e 3 anos, também foram vítimas de violência sexual praticada por Alberto Luiz Freitas Monção, ex-diretor adjunto da Creche Municipal Vila João Reis, em Timon. Ele foi preso na quarta-feira (27). Um dos casos chegou a ser registrado por câmeras de monitoramento da unidade.
De acordo com a delegada Lorena Alves, titular da Delegacia Especial da Mulher de Timon, após a prisão, várias mães procuraram a unidade. Outras registraram boletim de ocorrência, e as crianças foram encaminhadas para perícia. Segundo a Polícia Civil, há relatos de novas possíveis vítimas. Entre elas, estão meninos com mudanças de comportamento.
As crianças passaram a expor e manipular as partes íntimas de forma incomum, o que levantou suspeitas e levou as famílias a relacionarem os sinais ao caso, conforme a polícia.
O QUE ACONTECEU?
O então diretor-adjunto da creche foi preso pela Polícia Civil do Maranhão, na manhã de quarta-feira (27), suspeito de estuprar várias crianças. O caso começou com uma criança de 3 anos, aluna da creche. Segundo a polícia, a violência foi confirmada por laudo pericial.
De acordo com as investigações, os crimes teriam ocorrido dentro da própria creche. A Polícia Civil teve acesso a imagens do circuito interno de segurança que mostram, em uma das ações, o diretor acompanhado de duas crianças em uma sala.
Em seguida, ele tranca a porta e leva as vítimas para um depósito, onde permanece por cerca de quatro minutos. Ao sair do local, o suspeito entrega um presente para cada uma das crianças. Segundo as imagens analisadas pela polícia, o crime ocorreu no dia 21 de maio deste ano.
O local é o único da escola que não tem câmeras. Esse depósito sempre foi monitorado, mas quando ele chegou lá o primeiro ato foi retirar a câmera. A criança entra e já vai direto para o local. Nos vídeos, ele entrega o celular, o que distrai a criança naquele ambiente sem câmera, disse a delegada Lorena Alves.
A Prefeitura de Timon informou a exoneração do investigado após a prisão.