- A defesa da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos anunciou que deixou a representação.
- Carolina está presa desde quinta-feira, acusada de espancar sua funcionária doméstica em Paço do Lumiar, no Maranhão.
- A advogada Nathaly Moraes se desvinculou do caso por ataques pessoais e ameaças à sua integridade e família.
- Carolina é acusada de agredir a funcionária doméstica, grávida de 5 meses, após suspeitar de furto de joia em abril.
Neste sábado (9), a defesa da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos anunciou que deixou de representá-la. Carolina está presa desde a última quinta-feira, acusada de espancar sua funcionária doméstica em Paço do Lumiar, no Maranhão.
Em nota, a advogada Nathaly Moraes justificou sua desvinculação do caso “em virtude dos inúmeros ataques pessoais sofridos, inclusive inúmeras ameaças direcionadas à sua integridade, à sua honra e à segurança de sua família”.
Enfatizou ainda que repudia “toda forma de violência, intimidação e ataques direcionados à sua imagem pessoal e profissional”. Carolina segue sendo defendida pelos demais advogados.
O QUE ACONTECEU?
Carolina é acusada de ameaçar matar e agredir a própria funcionária doméstica, grávida de 5 meses, após suspeitar de um suposto furto de uma joia, crime que não foi comprovado. O caso aconteceu no dia 17 de abril, na residência da empresária, em Paço do Lumiar, no Maranhão.
Mesmo negando a acusação, a funcionária doméstica foi agredida com socos, tapas e ameaçada com uma arma de fogo, que chegou a ser colocada em sua boca. A violência durou cerca de uma hora, conforme as investigações.
Carolina Sthela foi transferida nesta quinta-feira de Teresina (PI) onde foi presa, para São Luís e ao chegar na capital maranhense, prestou depoimento por mais de uma hora. Ela estaria indo para o Litoral piauiense e posteriormente para o Amazonas.
Além de Carolina, o policial militar Michael Bruno Lopes Santos foi preso. Durante as investigações, outros quatro agentes foram afastados. Segundo a polícia, um deles teria ligação de amizade com a empresária. Em áudios enviados por ela mesma em um grupo de mensagens, ela relata as agressões cometidas contra a vítima e afirma que não foi conduzida à delegacia porque contava com o apoio desse policial.
Nesta sexta-feira (8), o Instituto de Criminalística da Polícia Civil confirmou que são da empresária os áudios divulgados com confissões de agressões.
Ouça!
A empresária Carolina já possui histórico. Ela é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria, segundo a Polícia Civil.
NOTA OFICIAL DA ADVOGADA
A advogada Dra. Nathaly Moraes vem a público esclarecer que não integra mais a defesa da Sra. Carolina, encontrando-se formalmente desvinculada do referido caso.
A presente decisão ocorre em virtude dos inúmeros ataques pessoais sofridos, inclusive inúmeras ameaças direcionadas à sua integridade, à sua honra e à segurança de sua família, circunstâncias absolutamente inadmissíveis e incompatíveis com o Estado Democrático de Direito.
Ressalta-se que a advocacia é função essencial à Justiça, assegurada pela Constituição Federal, sendo dever do advogado atuar na defesa técnica de qualquer cidadão, sem que isso autorize perseguições, ofensas ou associações indevidas à pessoa do profissional.
A Dra. Nathaly Moraes sempre exerceu sua atuação com ética, responsabilidade e absoluto respeito às leis e às instituições, repudiando toda forma de violência, intimidação e ataques direcionados à sua imagem pessoal e profissional.
Informa, ainda, que quaisquer manifestações relacionadas ao caso deverão ser direcionadas exclusivamente aos atuais responsáveis pela defesa técnica.
As medidas cabíveis já estão sendo analisadas diante das ameaças e excessos praticados.
São Luís/MA, 09 de maio de 2026.
Nathaly Moraes
Advogada – OAB 21.392
O QUE DIZ A EMPRESÁRIA
"Diante das publicações e comentários que vêm circulando na imprensa e nas redes sociais a respeito do IPL nº 066/2026 — 21º Distrito Policial do Araçagy/MA, venho me manifestar com serenidade e respeito.
Em primeiro lugar, afirmo que respeito profundamente a atuação das autoridades e que jamais me neguei a colaborar com a apuração dos fatos. Minha defesa já compareceu à delegacia, solicitou acesso aos autos e adotará todas as providências necessárias para que minha versão seja apresentada no momento adequado, de forma responsável e dentro do procedimento legal.
Também registro que repudio qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por reconhecer a gravidade do assunto, entendo que tudo deve ser apurado com seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao devido processo legal.
Minha família, incluindo meu marido e meu filho, vem sofrendo ataques e ameaças. Isso não contribui para a verdade, não ajuda a investigação e apenas aumenta o sofrimento de todos os envolvidos.
Requeiro que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em observância aos princípios constitucionais. A investigação ainda está em andamento, e a verdade deve ser esclarecida pelas vias legais, jamais por ameaças, ofensas, exposição de familiares ou linchamento virtual.
Seguirei à disposição das autoridades, por meio da minha defesa, confiando que os fatos serão esclarecidos com responsabilidade, respeito, técnica e justiça.
Paço do Lumiar - MA, 05 de maio de 2026.
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos" .