Entre os países campeões mundiais, os maiores pesos no bolso do torcedor estão na América do Sul. A camisa da Seleção Brasileira é a mais cara proporcionalmente à renda da população, superando Argentina e Uruguai.
Enquanto nos países europeus o uniforme representa entre 3,7% e 5,9% da renda média mensal, no Brasil o percentual ultrapassa 17%. Na Argentina, o custo equivale a 9,2% da renda média, e no Uruguai, 9,9%.
Em valores absolutos convertidos para dólar, a camisa brasileira aparece como a segunda mais barata entre os campeões mundiais, atrás apenas da argentina. Porém, quando a comparação considera o poder de compra da população, o Brasil lidera com folga como o país onde é mais caro adquirir o uniforme oficial.
O levantamento da BBC News Brasil cruzou dados do Banco Mundial com preços praticados pelas fabricantes Nike e Adidas nas lojas oficiais. A análise levou em conta as chamadas “camisas de jogador”, modelos usados pelos atletas em campo e produzidos com tecnologias voltadas para ventilação e leveza.
Até a publicação da reportagem, a Nike não havia respondido aos questionamentos sobre os critérios utilizados na definição do preço da camisa brasileira.