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Saiba por que quase ninguém mantém promessas de Ano Novo, segundo a ciência - O poder psicológico do recomeço

Estudos apontam que o problema não é falta de disciplina, mas o formato das metas e do ambiente - O poder psicológico do recomeço

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O poder psicológico do recomeço

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Datas simbólicas funcionam como divisores mentais. Ano novo, aniversários, início do mês ou até uma segunda-feira ajudam a separar “quem eu fui” de “quem desejo ser”. Esse afastamento reduz a culpa associada ao passado e amplia a disposição para estabelecer metas ambiciosas.

Do ponto de vista psicológico, esse mecanismo é real e amplamente documentado. Ele aumenta a motivação inicial ao oferecer sensação de controle e direção. O problema é que esse efeito não foi desenhado para se sustentar no longo prazo. Ele serve como impulso inicial, não como combustível contínuo.

Com o passar das semanas, a rotina reassume o protagonismo. Trabalho, cansaço, compromissos e imprevistos voltam a ocupar espaço. Quando a empolgação diminui, surge a explicação mais comum — e geralmente injusta: “eu não tenho disciplina”.

A psicologia aponta outro fator central: o que falha primeiro não é a motivação, mas a forma como a meta foi construída. Começar depende de emoção; continuar exige estrutura.

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