O pastor Alan Pereira Vicente, de 38 anos, preso na quinta-feira (7) por suspeita de abusar sexualmente de mulheres da igreja que liderava em Fortaleza, chegou a dizer para uma das vítimas que havia "identificado" um tumor no útero dela e "precisava removê-lo", de acordo a Polícia Civil do Ceará.
INVESTIGAÇÃO
A justificativa foi usada por Alan durante um dos abusos cometidos em 2025, contra uma estudante de 27 anos, que também acusa o pastor de estupro. Segundo a jovem, o líder religioso disse que já havia presenciado um caso semelhante ao dela, em que a pessoa teria morrido por não realizar o procedimento. Com medo, a jovem aceitou participar de encontros em uma sala da igreja.
Nessas ocasiões, Alan Pereira pedia que a vítima retirasse as roupas íntimas e realizava toques íntimos sob a justificativa de retirar o suposto tumor.
Ainda conforme a mulher, em outra ocasião, o pastor ofereceu uma carona de moto. No trajeto, Alan teria desviado o caminho e levado ela para um motel. Mesmo diante da recusa, a jovem relata que foi violentada e pressionada a não denunciar.
Ele falou que eu tinha câncer, fez orações por mim. Foi depois do estupro que eu entendi que tudo era abuso. Ele mandava eu tirar o vestido, tirar a parte de baixo e me deitar na mesa dele. Ele colocava um pano no meu rosto e mandava eu abrir as pernas e relaxar porque ele ia tirar o câncer dentro de mim, relatou a vítima à TV Verdes Mares.
Mandou eu me deitar e relaxar. Ele disse que ia tentar por cima da roupa sem colocar a mão. Ele passou a mão e, pouco depois, mostrou um pedaço de agulha [...] Ele colocou o punho e os cinco dedos dentro de mim, ele ficava remexendo dentro. Ele disse que não estava conseguindo. Ele levou um recipiente cheio de azeite, passou por toda a mão, chorou a vítima ao relatar o episódio.
OUTRAS VÍTIMAS
Segundo o g1, pelo menos três mulheres adultas e dois menores de idade teriam sido vítimas dos crimes sexuais. Duas delas formalizaram denúncia à polícia. A Polícia Civil informou que o pastor foi capturado mediante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva em casa, no momento em que se preparava para ir para a igreja. Ele foi conduzido à Delegacia de Capturas, onde está à disposição da Justiça.
Ele foi expulso da igreja onde atuava.