- Justiça do Ceará condena líder religiosa e Roberto Alves da Silva a mais de 43 anos de prisão por assassinato de Vilmar.
- Homem foi morto a tiros em 2017 e seu crânio usado em rituais, sendo parte dos "Crimes do Sítio Canto".
- Corpos de vítimas foram encontrados em sítio de Desiree, incluindo o de Jheyderson, desaparecido em 2018.
- Vítimas eram atraídas ao local por desavenças com Desiree e assassinadas com ajuda de Roberto.
- Adolescente suspeito de participação nos crimes cometeu suicídio após a localização dos corpos.
A Justiça do Ceará condenou Desiree Dantas, que atuava como líder religiosa, e Roberto Alves da Silva a penas que somam mais de 43 anos de prisão pelo assassinato de Francisco de Assis de Lima, conhecido como Vilmar, em Iguatu (CE). Segundo a denúncia do Ministério Público, o homem foi morto a tiros em dezembro de 2017, e seu crânio teria sido utilizado posteriormente em rituais. O caso faz parte dos chamados “Crimes do Sítio Canto”, série de assassinatos ocorridos entre 2017 e 2018.
Penas ultrapassam 43 anos
Desiree foi condenada a 17 anos e 11 meses de reclusão. Roberto recebeu pena de 25 anos, 11 meses e 15 dias de prisão. O Tribunal do Júri reconheceu que o homicídio foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Os dois também foram condenados por ocultação e vilipêndio de cadáver, além de corrupção de menores.
Corpos foram encontrados em sítio
As investigações sobre os crimes começaram após o desaparecimento do universitário Jheyderson de Oliveira Chavier, de 24 anos, em maio de 2018. O estudante havia avisado aos amigos que encontraria Desiree, conhecido como pai de santo.
Imagens de câmeras de segurança registraram o jovem caminhando pelas ruas de Iguatu acompanhado do líder religioso, que negou ter se encontrado com ele.
Durante as buscas no sítio onde Desiree realizava práticas religiosas, a polícia encontrou o corpo do universitário em uma cova rasa, com um tiro na nuca. Na continuidade das diligências, outros três corpos de pessoas desaparecidas foram localizados.
Vítimas eram atraídas ao local
Segundo as investigações, as vítimas tinham desavenças com Desiree e eram atraídas ao sítio, onde eram mortas com a ajuda de Roberto. Os assassinatos ficaram conhecidos como “Crimes do Sítio Canto” e vitimaram cerca de quatro pessoas na zona rural de Iguatu, entre 2017 e 2018.
Um adolescente suspeito de participação nos homicídios morreu por suicídio dias depois de a polícia localizar os corpos.