A babá brasileira Lucinete Freitas, morta em Portugal em dezembro do ano passado, iria depor a favor do patrão em um processo sobre a guarda do filho dele com a mulher, apontada como principal suspeita do crime. A informação foi confirmada ao g1 por Teodoro Júnior, viúvo de Lucinete, nesta terça-feira (6).
Lucinete foi encontrada morta em um matagal de Amadora, região próximo à capital portuguesa Lisboa, após passar 13 dias desaparecida. A patroa dela, uma mulher de 43 anos que ainda não teve a identidade divulgada, foi presa como suspeita do crime e indicou onde o corpo estava.
COMO ERA A RELAÇÃO COM OS PATRÕES
Teodoro disse que o casal de patrões vivia um relacionamento conturbado, e Lucinete presenciou diversas brigas. Ele falou que a vítima sempre se posicionava a favor do patrão quando era envolvida nas discussões. Ele acredita, inclusive, que essa é a motivação do crime.
"Ela se posicionava a favor do patrão nas brigas entre o casal. O patrão sempre foi uma pessoa com perfil social, minha esposa sempre defendeu muito ele, dizia que ele era um senhor muito íntegro, muito trabalhador. Aí ela relatava que a patroa já era um perfil totalmente diferente, uma mulher descompensada", disse Teodoro.
TRAGÉDIA
Lucinete morava sozinha em Amadora, região metropolitana de Lisboa, e tinha planos para levar o marido e o filho de 14 anos para o país europeu em 2026. Ela estava há sete meses em Portugal e, há cerca de quatro meses, trabalhando como babá do filho do casal.
Ela encontrou o emprego em um grupo nas redes sociais, após a patroa anunciar que estava precisando de uma babá — de preferência brasileira, conforme Teodoro, já que a patroa é maranhense. Já Lucinete era natural de Aracoiaba, no interior do Ceará.