Muitas pessoas ainda encaram o hábito de mexer no celular antes de dormir como algo inofensivo. No entanto, evidências científicas indicam que a exposição às telas no período noturno pode causar impactos significativos na qualidade do sono e no funcionamento do organismo.
A luz intensa emitida por celulares, tablets e outros dispositivos inibe a produção de melatonina, hormônio essencial para sinalizar ao cérebro que é hora de descansar. Sem essa liberação adequada, o sono se torna mais superficial, menos reparador e com maior dificuldade para iniciar e manter o descanso profundo.
O que a ciência revela sobre telas e sono
Estudos conduzidos por pesquisadores da Universidade de Harvard demonstram que o uso de telas brilhantes entre uma e duas horas antes de dormir pode reduzir a produção de melatonina em cerca de 23%, atrasar o relógio biológico em aproximadamente 1,5 hora e diminuir fases importantes do sono, como o sono REM, fundamental para a memória e a regulação emocional.
Outras pesquisas apontam que a exposição à luz forte durante a noite provoca efeitos semelhantes ao consumo de cafeína, atrasando o início do sono e aumentando a sensação de cansaço ao acordar. Além disso, mesmo após o desligamento do celular, os impactos podem persistir por dias, já que o cérebro interpreta esse estímulo luminoso como um “jet lag” artificial.
Considerando que o sono é a base da recuperação física, do equilíbrio hormonal, da saúde mental e do bom humor, pequenas mudanças de hábito fazem diferença. Evitar telas antes de dormir, optar por iluminação mais quente, manter o quarto escuro e buscar luz solar pela manhã são estratégias simples que ajudam a preservar o ritmo biológico e a qualidade do descanso.