Peixes
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A inflamação é um mecanismo natural de defesa do organismo, fundamental para a recuperação de lesões e o combate a infecções. No entanto, quando se torna persistente, pode estar associada ao desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes, problemas cardiovasculares e distúrbios autoimunes. Nesse contexto, a alimentação tem papel direto na modulação da resposta inflamatória do corpo.
Nos últimos anos, pesquisas na área da nutrição reforçam que não existe um alimento “milagroso”. O que faz diferença, segundo médicos e nutricionistas, é a adoção de um padrão alimentar equilibrado. Ainda assim, alguns alimentos se destacam por concentrarem compostos bioativos, antioxidantes e gorduras saudáveis, frequentemente associados à redução de marcadores inflamatórios.
Estudos clínicos e observacionais indicam que o consumo regular de frutas, vegetais, grãos integrais e gorduras boas pode interferir positivamente em vias inflamatórias do organismo. Substâncias como ômega-3, polifenóis, vitaminas e minerais atuam de forma complementar, ajudando a reduzir o estresse oxidativo, melhorar a circulação sanguínea e favorecer o equilíbrio da flora intestinal.
Peixes de água fria, como salmão, sardinha e cavala, são reconhecidos pela alta concentração de ácidos graxos ômega-3. Essas gorduras insaturadas estão associadas à redução de substâncias inflamatórias no sangue, como determinadas citocinas.
Relatórios científicos apontam que o consumo regular desses peixes pode contribuir para a saúde cardiovascular e articular. A recomendação mais comum é incluí-los na alimentação duas a três vezes por semana, preferencialmente grelhados ou assados. Em situações específicas, a suplementação pode ser avaliada por um profissional de saúde.