A resposta à cafeína varia de acordo com características individuais. Fatores genéticos, idade, metabolismo e consumo habitual podem influenciar a sensibilidade à substância. Uma das variações estudadas envolve o gene ADORA2A, relacionado aos receptores de adenosina, molécula que participa da regulação da necessidade de dormir.
Pessoas que consomem café diariamente também podem desenvolver tolerância a alguns efeitos e deixar de perceber dificuldades para adormecer. Isso, porém, não significa necessariamente que a cafeína deixou de provocar alterações na atividade cerebral durante o sono.
A substância age bloqueando principalmente os receptores de adenosina, reduzindo temporariamente a sensação de sonolência. No entanto, não elimina o cansaço nem substitui a necessidade de descanso. Por isso, recorrer ao café para compensar noites mal dormidas pode favorecer um ciclo de consumo frequente e recuperação insuficiente.