SEÇÕES

Corpo em movimento: exercícios contra Parkinson, Alzheimer, epilepsia e cia - Depressão

A atividade física pode ser uma parceira e tanto no tratamento de doenças neurológicas como Parkinson, Alzheimer, epilepsia, esclerose múltipla e AVC - Depressão

Slide 8 de 8

Depressão

Siga-nos no

É praticamente um consenso que as atividades físicas são bem-vindas no tratamento dessa condição. E boa parte dos médicos já as prescreve após o diagnóstico. Faz sentido: colocar o corpo para se mexer promove a liberação de neurotransmissores, como a serotonina, a endorfina e a dopamina, que promovem sensação de bem-estar e aplacam as tensões e angústias.

Algumas investigações científicas vão além e demonstram que, fora o efeito mais momentâneo nas emoções, há um estímulo no longo prazo para o crescimento de células nervosas na região do hipocampo, responsável pela memória recente e pelo humor. O hábito de se exercitar também melhora o sono, muitas vezes atingido pela depressão, e, ao ajudar o indivíduo a tirar o foco da sua vida no problema e interagir com outras pessoas, tende a alavancar o ânimo e a própria adesão ao tratamento, que abrange psicoterapia e medicamentos.

O que dá pra fazer

Exercício aeróbico: a corrida, a caminhada e a dança, entre muitas outras, são as que mais agem sobre a liberação dos neurotransmissores que equilibram o humor.

Ioga: pesquisas revelam que as sessões aprimoram o equilíbrio físico e mental, conferindo mais concentração e disposição na rotina.

Natação: além de ser uma atividade aeróbica, o contato com a água ajuda a relaxar e melhora o sono. Idem para a hidroginástica.

Atividades em grupo: elas são ótimas para promover a socialização, fator extremamente crítico para os deprimidos mais graves.

Cuidados a considerar

Frequência: são indicadas de três a cinco sessões semanais de 45 a 60 minutos. Mas mesmo quem não atinge essa meta colhe as benesses.

Persistência: os 15 primeiros minutos são os mais difíceis. Depois disso, a pessoa começa a sentir os efeitos proporcionados pelo exercício.

Instrução: uma conversa prévia com o professor faz o praticante se sentir mais seguro e evita a autocobrança por resultados rápidos.

Competição: se o paciente se sentir confortável, se inscrever em provas e torneios pode ser interessante por ampliar o convívio social e a autoestima.

Profissionais consultados para a reportagem: Milene Ferreira, gerente médica dos Serviços de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Marcelo Schmid, neurologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e da Unifesp; Fabrício Buzatto, fisiatra do Hospital Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo e membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte; Alexandre Cristante, ortopedista e chefe do Grupo de Coluna do Hospital das Clínicas de São Paulo

Carregue mais