SEÇÕES

Controlando a diabetes: agência europeia aprova insulina semanal para pacientes

O novo fármaco reduz significativamente número de aplicações

Ver Resumo
Nova insulina semanal EMA aprovada para tratamento de diabetes em adultos, reduzindo as injeções de 365 para 52 anuais. Insulina semanal melhora a qualidade de vida dos pacientes e reduz as emissões de CO2, impactando positivamente a sustentabilidade ambiental. Estudos clínicos mostraram eficácia da insulina semanal no controle da glicemia, comparável à insulina basal diária, e com impacto positivo na adesão ao tratamento.
Imagem ilustrativa de insulina | Foto: Reprodução/Internet
Siga-nos no

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou a primeira insulina semanal do mundo para o tratamento de pacientes adultos com diabetes. A evolução do fármaco possibilita uma redução significativa no número de aplicações necessárias: em um ano, de um mínimo de 365 injeções, passa-se para 52. 

Um comunicado destacou que, além de promover a melhoria da qualidade de vida dos pacientes, a nova insulina semanal também tem impacto em termos de sustentabilidade ambiental, favorecendo a redução das emissões de CO2. As informações foram anunciadas pela empresa farmacêutica Novo Nordisk.

NOVIDADE NA CIÊNCIA 

O novo fármaco é considerado uma das maiores novidades no tratamento de diabetes desde a descoberta da insulina, há 101 anos, no Canadá. 

Atualmente, a terapia com insulina envolve que o paciente administre insulina em si mesmo pelo menos uma vez por dia. O número de injeções pode representar um obstáculo significativo em termos de qualidade de vida e adesão ao tratamento.

Dados mostram que 50% das pessoas com diabetes que necessitam de terapia com insulina adiam o início do tratamento por mais de dois anos, com repercussões na gestão da doença e suas complicações.

ESTUDOS POSITIVOS

Em estudos clínicos de fase 3, a insulina semanal permitiu uma redução da glicemia em comparação com a insulina basal diária, promovendo o controle glicêmico em pessoas com diabetes tipo 2.

Na Itália, por exemplo, os afetados por diabetes representam cerca de 6% da população, ou seja, quase 4 milhões de pessoas, mas acredita-se que o número esteja subestimado em cerca de 1,5 milhão. 

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também