Carne processada eleva risco de câncer no estômago e esôfago, aponta estudo
- Por que a carne processada pode representar um risco?
Pesquisa com mais de 450 mil pessoas encontrou associação entre o consumo frequente de embutidos e maior risco de alguns tumores
- Por que a carne processada pode representar um risco?
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Por que a carne processada pode representar um risco?
Uma das hipóteses envolve a própria forma como esses alimentos são produzidos. Durante o processamento, podem ser utilizados sal, conservantes e outras substâncias que modificam a composição da carne e podem contribuir para a formação de compostos potencialmente prejudiciais.
O consumo frequente também pode aumentar a exposição a grandes quantidades de sal. Uma alimentação com excesso de sódio pode favorecer alterações no ambiente do estômago e está entre os fatores estudados na relação entre alimentação e doenças gástricas.
Outro ponto envolve o preparo em temperaturas muito elevadas. Quando carnes são submetidas a altas temperaturas, determinados compostos podem ser formados, incluindo substâncias capazes de provocar danos celulares. Dependendo da quantidade e da frequência da exposição, esses processos podem contribuir para alterações no DNA.
Esses mecanismos, no entanto, não explicam sozinhos todos os casos de câncer. A doença é multifatorial e pode envolver fatores genéticos, ambientais, infecções, hábitos de vida e outras condições. Por isso, o consumo de carne processada deve ser entendido como um possível fator de risco, e não como uma causa isolada.