- Ministro Wellington Dias destaca impacto econômico do reajuste de 15,04% do Bolsa Família, que eleva o benefício mínimo para R$ 691 a partir de outubro.
- Programa prevê participação de 1,25% no PIB em 2027, reduzida em comparação com os 1,5% registrados anteriormente, segundo o ministro.
- Reajuste visa recompor inflação para famílias em situação de pobreza, com valores variando conforme composição familiar e benefícios.
- Atualização ocorrerá dentro do espaço fiscal existente, sem ampliação do limite global de despesas do Governo Federal.
- Ministro destaca modernização do Cadastro Único e iniciativas para ampliar acesso ao emprego, empreendedorismo e cooperativismo.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, destacou nesta quinta-feira (17) o impacto econômico do reajuste de 15,04% do Bolsa Família, que eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. Ao comentar a atualização, Dias afirmou que, mesmo com o aumento, a previsão é de que o programa represente uma parcela menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, além de relacionar o cenário ao crescimento da economia e à redução da pobreza.
Bolsa Família e o PIB
Durante a declaração, Wellington Dias comparou a participação do programa na economia brasileira em diferentes momentos. Segundo o ministro, anteriormente o valor total pago pelo Bolsa Família correspondia a aproximadamente 1,5% do PIB.
Com a atualização dos benefícios, a previsão apresentada por Dias é de que, em 2027, o programa corresponda a 1,25% do PIB.
“Eu destaco também que lá atrás o programa Bolsa Família, o valor total pago correspondia a 1,5% do PIB. Mesmo com esse reajuste, a previsão é de 2027, o PIB comparado com o Bolsa Família, o Bolsa Família ser o equivalente a 1,25%, ou seja, proporcionalmente abaixo do que era.”
Na sequência, o ministro explicou a relação que faz entre o peso do programa e o desempenho da economia.
“Por quê? Porque a economia está crescendo e porque também mais pessoas estão superando a pobreza.”
Reajuste de 15,04%
O reajuste anunciado pelo Governo Federal atualiza os valores do Bolsa Família a partir da folha de outubro. O benefício mínimo garantido por família passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio estimado chega a R$ 777.
Segundo o governo, a atualização corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
Ao falar sobre o aumento, Wellington Dias afirmou que a medida recompõe a inflação para as famílias atendidas pelo programa.
“Dois anos após a implementação do programa Novo Bolsa Família, o presidente Lula autorizou o reajuste de 15,04% sobre todas as parcelas do Bolsa Família. Significa recompor a inflação mesmo baixa das pessoas que mais precisam no Brasil.”
Os valores não são iguais para todas as famílias. O pagamento depende da composição familiar e dos benefícios aos quais cada grupo tem direito. Os R$ 691 correspondem ao valor mínimo garantido pelo programa.
Eficiência fiscal
Outro ponto destacado pelo ministro foi a forma como o reajuste será incorporado às contas públicas. Segundo Dias, a atualização ocorrerá dentro do espaço fiscal existente, sem ampliação do limite global de despesas do Governo Federal.
“Garantir também que isso fosse feito com total eficiência fiscal, ou seja, o dinheiro do remanejamento de economias feitas em outras áreas que garante o reajuste do Bolsa Família.”
A atualização dos benefícios está prevista na Lei nº 14.601/2023, que permite ao Poder Executivo alterar os valores do programa e estabelece a possibilidade de correção periódica, sem redução dos benefícios.
Combate à pobreza
Na avaliação apresentada por Wellington Dias, a evolução do programa também está relacionada à redução da pobreza. O ministro citou a modernização do Cadastro Único (CadÚnico) e outras medidas de gestão como parte do processo de aprimoramento do Bolsa Família.
Ele também destacou iniciativas para ampliar o acesso dos beneficiários ao emprego, empreendedorismo e cooperativismo.
“E também o próprio Bolsa Família, ele também com mais eficiência, um cadastro moderno, a rede SUAS, a área da segurança alimentar, e eu destaco ainda as pessoas com oportunidade de ir para o emprego, para o empreendedorismo e para o cooperativismo.”
Segundo Dias, aproximadamente 80% das vagas de emprego são ocupadas por pessoas que fazem parte do cadastro social relacionado ao Bolsa Família.