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- Ministro Wellington Dias reage a derrotas do governo no Congresso Nacional.
- Ele classifica medida como caminho para flexibilizar punições de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
- Wellington Dias critica tentativa indireta de anistia e defende um Supremo firme na proteção da democracia.
- O ministro destaca a importância do cenário eleitoral e defende prioridade na eleição de parlamentares alinhados ao projeto político do governo.
As recentes derrotas do governo federal no Congresso Nacional provocaram reação do ministro e senador licenciado Wellington Dias, que falou, em entrevista para o MeioNews.com nesta quinta-feira (30). O posicionamento ocorre após a derrubada de vetos presidenciais e em meio a embates políticos envolvendo pautas consideradas estratégicas pelo Planalto.
Ao comentar a decisão do Congresso sobre o projeto da dosimetria, Wellington Dias classificou a medida como um caminho para flexibilizar punições de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
Segundo ele, a legislação já estabelece critérios para aplicação das penas. “A pena para quem pratica tentativa de golpe de Estado já tem a dosimetria definida. Por isso, existem diferentes punições para os crimes cometidos no 8 de janeiro”, afirmou.
O ministro ainda criticou o que considera uma tentativa indireta de anistia. “Aqui se trata de buscar caminho para ‘anistia’ para quem já cometeu crime. Completamente inconstitucional”, declarou.
Na mesma manifestação, o ministro também saiu em defesa de um Supremo firme na proteção da democracia e citou o compromisso institucional do advogado-geral da União, Jorge Messias.
“Só é possível construir o Brasil que queremos com quem defende um STF forte. Jorge Messias reafirmou seu compromisso com a Constituição e a lei, algo que já demonstrou ao longo de toda a sua trajetória”, disse.
Wellington Dias também destacou que episódios como esses servem de alerta para a base governista. Para ele, é necessário identificar aliados confiáveis em votações decisivas no Congresso. “Quem é governo precisa saber com quem pode contar em momentos importantes”, pontuou.
O ministro ainda ressaltou a importância do cenário eleitoral, defendendo prioridade na eleição de parlamentares alinhados ao projeto político do governo. “O caminho mais seguro é eleger deputados e senadores que tenham posição firme nos interesses do país e do povo”, completou.