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W. Dias rebate críticas de Luciano Huck sobre o Bolsa Família: “Programa que abre portas”

Ministro do Desenvolvimento Social afirmou que declarações do apresentador refletem preconceito contra a população mais pobre

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  • Ministro Wellington Dias rebate críticas do apresentador Luciano Huck sobre o programa Bolsa Família.
  • O ministro afirma que o benefício vai além da transferência de renda e atua como instrumento de combate à fome, proteção social e promoção de oportunidades.
  • Wellington Dias defende os impactos positivos do programa na saúde e no desenvolvimento infantil com base em estudos da UNICEF e OMS.
  • O ministro destaca a redução da pobreza no país, com mais de 20 milhões de pessoas superando a pobreza e 30 milhões retirados da fome.
Após críticas de Luciano Huck ao Bolsa Família, o ministro Wellington Dias rebateu as declarações e afirmou que o programa abre portas | Foto: Meio News
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O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, rebateu declarações do apresentador Luciano Huck sobre o programa Bolsa Família. Em entrevista nesta segunda-feira (25), o ministro afirmou que o benefício vai além da transferência de renda e atua como instrumento de combate à fome, proteção social e promoção de oportunidades.

A repercussão começou após Huck citar, durante um fórum realizado em São Paulo, a cidade de Senhor do Bonfim, na Bahia, ao comentar sobre o impacto econômico do programa social. Na ocasião, o apresentador afirmou que o Bolsa Família não consegue romper o ciclo da pobreza e defendeu mudanças estruturais para ampliar a mobilidade social.

Para Wellington Dias, as críticas refletem preconceito contra a população mais pobre.

“Olha, infelizmente, a gente ainda tem muito preconceito em relação aos mais pobres. Normalmente, pessoas que já nasceram em famílias de classe média ou alta não têm uma noção justa do que vive alguém que passa fome, alguém que enfrenta a ausência de condições básicas para sobreviver", declarou o ministro.

Segundo ele, o Bolsa Família não deve ser tratado apenas como um benefício assistencial. O ministro também citou estudos da UNICEF e da Organização Mundial da Saúde para defender os impactos positivos do programa na saúde e no desenvolvimento infantil.

O programa Bolsa Família não é apenas transferência de renda. É um programa que abre portas para as pessoas crescerem. E quem diz isso é a ciência. Estou falando de estudos feitos pela UNICEF, que mostram o impacto para as crianças, e também da Organização Mundial da Saúde, que aponta os efeitos positivos na saúde", afirmou

Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (Foto: Raíssa Morais)

Ministro defende impacto social do programa

Durante a declaração, Wellington Dias afirmou também que o programa ajuda a reduzir casos de subnutrição e desnutrição, além de exigir contrapartidas como vacinação, acompanhamento de gestantes e frequência escolar.

O ministro destacou ainda dados relacionados à redução da pobreza no país.

“O Brasil não apenas retirou mais de 30 milhões de pessoas da fome, como também já alcançou mais de 20 milhões de pessoas superando a pobreza”, disse.

Ele também afirmou que cerca de 1,3 milhão de pessoas inscritas no Cadastro Único concluem alguma formação profissional ou acadêmica por ano, incluindo cursos técnicos, graduação e pós-graduação.

Segundo Wellington Dias, cruzamentos de dados entre o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o Cadastro Único apontam que 93% das vagas de emprego foram ocupadas por pessoas vinculadas ao Bolsa Família ou ao Cadastro Único.

"Dizer que elas não são incentivadas a trabalhar, ou que o programa estimula preguiça, é puro preconceito. Quando cruzamos os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com o Cadastro Único, vemos que 93% das vagas de emprego foram ocupadas por pessoas do Bolsa Família e do Cadastro Único. Ou seja, elas querem trabalhar. Mas querem um emprego justo", disse.

Entenda 

Durante o fórum em São Paulo, Luciano Huck afirmou que parte das famílias beneficiadas encontra maneiras de permanecer no programa por tempo indeterminado.

“O prefeito da cidade de Senhor do Bonfim tem 56% da sua economia no Bolsa Família. O que acontece? Você não gera nenhum tipo de estímulo para que as famílias queiram sair do Bolsa Família. Na verdade, elas criam atalhos pra ficar no programa de distribuição de renda ad eternum”, declarou.

O apresentador também defendeu políticas públicas voltadas à ascensão social.

Luciano Huck em evento (Foto: Reprodução/ Poder360)

“Como é que você motiva a família que precisa do Bolsa Família a ter vontade de querer sair desse programa?”, questionou.

Após a repercussão negativa nas redes sociais, Huck afirmou que sua fala foi retirada de contexto.

“Eu sou a favor de políticas de proteção social que ajudam milhões e milhões de brasileiros. O que eu defendo é que esses programas sejam constantemente aperfeiçoados”, declarou o apresentador.

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