A delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está sendo planejada desde o início do ano e deve envolver inicialmente até 15 políticos, alguns deles deputados e senadores, segundo estimativa do próprio banqueiro.
Nesta semana, Vorcaro foi transferido para a superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde terá mais liberdade para falar com seus advogados, e assinou um termo de confidencialidade, marco inicial para negociação da delação.
O advogado José Luis Oliveira Lima, que agora atua oficialmente como advogado de Vorcaro, está trabalhando também na delação de João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos.
A gestora investigada por suspeita de envolvimento com o crime organizado e foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apura lavagem de dinheiro com fundos.
Os fundos da Reag também eram usados pelo Banco Master e, por isso, antes de ser preso, Vorcaro foi convidado duas vezes para participar das tratativas da delação de Mansur com a PGR (Procuradoria-Geral da República).
O banqueiro vinha se preparando para uma eventual delação e dizia a interlocutores que, nesse caso, Pierpaolo Botttini, seu advogado, teria que deixar sua defesa, já que pretendia delatar quatro clientes dele.