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Veja como cada senador se posicionou sobre PEC do fim da 6x1, aprovada na CCJ

Os outros 22 senadores presentes apoiaram a aprovação do relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.

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  • A CCJ do Senado aprovou simbolicamente a PEC que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1.
  • Quatro senadores se posicionaram contra a proposta: Marinho, Bagattoli, Cristina, Mourão e Seif.
  • A proposta reduz jornada de 44 para 40 horas semanais, com ajustes graduais e novas regras para setores específicos.
  • A votação ocorreu após mais de cinco horas de debates e foi rápida, sem contagem individual de votos.
  • A aprovação na CCJ ainda precisa ser analisada pelo plenário do Senado, com necessidade de 49 votos.
Veja como cada senador se posicionou sobre PEC do fim da 6x1, aprovada na CCJ | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o relatório da PEC (proposta de emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1.

A votação foi simbólica, sem contagem individual dos votos. Quatro senadores, no entanto, se posicionaram contra a proposta na hora da votação e pediram que a manifestação fosse registrada: Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Jorge Seif (PL-SC) também é contra, mas não pediu o registro nominal.

Os outros 22 senadores presentes apoiaram a aprovação do relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.

QUEM SE POSICIONOU CONTRA A PEC

- Rogério Marinho (PL-RN)

- Jaime Bagattoli (PL-RO)

- Tereza Cristina (PP-MS)

- Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

- Jorge Seif (PL-SC)

QUEM SE POSICIONOU PELA PROPOSTA

- Eduardo Braga (MDB-AM)

- Renan Calheiros (MDB-AL)

- Jader Barbalho (MDB-PA)

- Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)

- Soraya Thronicke (PSB-MS)

- Professora Dorinha Seabra (União-TO)

- Styvenson Valentim (Podemos-RN)

- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)

- Jayme Campos (União-MT)

- Magno Malta (PL-ES)

- Dr. Hiran (PP-RR)

- Laércio Oliveira (PP-SE)

- Otto Alencar (PSD-BA)

- Omar Aziz (PSD-AM)

- Eliziane Gama (PSD-MA)

- Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

- Rodrigo Pacheco (PSB-MG)

- Lourdinha Pereira (PSB-MA)

- Rogério Carvalho (PT-SE)

- Fabiano Contarato (PT-ES)

- Camilo Santana (PT-CE)

- Weverton Rocha (PDT-MA)

COMO FOI A VOTAÇÃO

A aprovação ocorreu depois de mais de cinco horas de debates na CCJ. A oposição havia pedido vista do relatório de Omar Aziz (PSD-AM), o que levou à suspensão da sessão. O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), determinou um intervalo de uma hora antes da retomada da análise. A votação do texto principal só ocorreu depois das 15h.

Durante os debates, Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, criticou a proposta e afirmou que a redução da jornada poderia provocar aumento de custos, inflação, desemprego e informalidade. Ele também tentou retirar da pauta o relatório de Aziz para dar prioridade a uma PEC de sua autoria, que cria um regime alternativo à CLT e permite a contratação por hora.

Aziz rejeitou as 36 emendas apresentadas ao texto e manteve integralmente a versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio.

A votação foi rápida, por se tratar de aprovação simbólica. Havia quórum de 27 senadores. O senador Otto solicitou que os contrários levantassem a mão. Na hora, quatro senadores se posicionaram. Mais tarde, por volta das 21h, Seif procurou a Folha para dizer que também era contrário ao fim da escala 6x1.

Em nota, diz que "a votação foi simbólica e não houve registro de voto individual. Embora seu nome tenha sido associado ao voto favorável em algumas publicações, o senador não se manifestou pela aprovação da matéria. Naquele momento, ele estava fisicamente em outra comissão e sua posição política é contrária à proposição", diz texto.

O QUE PODE MUDAR COM A PEC

A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e estabelece a concessão de dois dias de folga por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. A mudança será gradual. 60 dias após a promulgação, a jornada máxima passará para 42 horas semanais. 12 meses depois, cairá para 40 horas.

Nos 60 dias seguintes à promulgação, empresas e categorias deverão negociar novos acordos e convenções coletivas para adequar as escalas à nova jornada. O texto também prevê regras para categorias com necessidades específicas, como trabalhadores da saúde, segurança, setor aéreo e plataformas de petróleo.

Após aprovação na CCJ, o texto ainda precisa ser analisado pelo plenário do Senado, em dois turnos. São necessários 49 votos dos 81 senadores para a aprovação.

(Com informações da FolhaPress - Gabriela Cecchin e Cristiane Gercina)

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