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Valdemar Costa Neto diz que Bolsonaro vai participar de eventual governo Flávio

Presidente do PL afirma que ex-presidente não será ministro, mas terá influência e dará opiniões na administração do filho

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  • Valdemar Costa Neto afirma que Bolsonaro participará de eventual governo de Flávio Bolsonaro, caso ele seja eleito presidente em 2026.
  • Ex-presidente não será ministro, mas terá influência e dará opiniões sobre decisões do governo, segundo Valdemar.
  • Flávio Bolsonaro poderá adotar estratégia similar à de Jair Bolsonaro, com confiáveis em cargos importantes e autonomia na administração.
  • Valdemar defende que pedidos de impeachment seriam decisão dos senadores e que o país não deve entrar em conflitos institucionais.
  • Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Lula teve 45,16%, disputando o segundo turno em outubro.
Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto | Foto: Beto Barata/PL/Divulgação
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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (5) que Jair Bolsonaro deverá participar de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), caso o senador seja eleito presidente no segundo turno das Eleições 2026.

Em entrevista ao Estúdio I, da GloboNews, Valdemar afirmou inicialmente que o ex-presidente participaria da administração e, em seguida, esclareceu que Bolsonaro não seria ministro, mas teria influência sobre as decisões do governo e daria opiniões.

Bolsonaro vai participar muito dessa administração. Não tenho dúvida disso. Ele vai dar opinião, afirmou Valdemar. Na sequência, corrigiu: Não, não vai ser ministro, mas vai dar opinião.

Valdemar cita modelo adotado por Bolsonaro

Segundo o presidente do PL, Flávio poderá adotar, no início de um eventual governo, uma estratégia semelhante à utilizada por Jair Bolsonaro no começo de sua gestão, com pessoas de confiança em cargos considerados importantes e autonomia para integrantes da administração.

A declaração ocorreu após o jornalista Otávio Guedes questionar Valdemar sobre a possibilidade de um eventual governo Flávio enfrentar conflitos institucionais, diante de posições defendidas por setores do PL sobre processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e sobre a possibilidade de concessão de anistia ou indulto a Jair Bolsonaro.

Valdemar afirmou que eventuais pedidos de impeachment seriam uma decisão dos senadores e defendeu que o país não entre em uma escalada de conflitos.

Ex-presidente é citado como fator eleitoral

Valdemar também atribuiu parte do desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno à influência política de Jair Bolsonaro. Segundo o dirigente partidário, o ex-presidente ajudou a mobilizar apoiadores e a buscar votos para o filho.

Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula (PT) obteve 45,16%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

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