- Eleições de meio de mandato redesenharam o cenário político dos EUA, com vitória expressiva dos democratas e derrota de Trump.
- Trump reconheceu a vitória e admitiu falhas dos republicanos, contrariando expectativas de resistência.
- Democratas conquistaram controle do Senado e Câmara, elegeram primeira mulher negra governadora e primeira governadora latina do Texas.
- Crise econômica, guerra no Irã e taxações são fatores que contribuíram para a baixa popularidade de Trump.
- Trump não pode concorrer novamente à presidência, mas ainda tem influência com dois anos de mandato restantes.
Os Estados Unidos passaram pelas eleições de meio de mandato, as chamadas “midterms”, que redesenharam o cenário político do país e deixaram Donald Trump em uma posição pouco favorável após uma vitória expressiva dos democratas.
Contrariando as expectativas, Trump reconheceu a vitória e até admitiu as falhas cometidas pelos republicanos. As “midterms” funcionam como uma espécie de termômetro para que os presidentes avaliem o cenário político e entendam o que podem esperar dos próximos dois anos de mandato.
Pela primeira vez, foram eleitas a primeira mulher negra governadora dos Estados Unidos, a primeira governadora latina do Texas e o primeiro senador abertamente gay. Os democratas conquistaram espaço e tomaram o poder dos republicanos tanto no Senado quanto na Câmara.
POSICIONAMENTO DE TRUMP
Em uma postura mais amena, Trump reconheceu a derrota. O esperado era que ele sequer admitisse a vitória da oposição.
“Sempre que Trump se vê encurralado, ele aumenta o tom de voz e parte para o confronto”, comentou à AFP Peter Loge, diretor da Escola de Mídia e Assuntos Públicos da Universidade George Washington.
A guerra do Irã, as taxações e o aumento do custo de vida no país são considerados fatores determinantes por especialistas para a baixa popularidade de Trump entre os norte-americanos.
Pelo regimento dos Estados Unidos, o republicano não pode concorrer novamente à presidência, o que diminui seu peso político. Também se debate como ficará a situação do senador Flávio Bolsonaro (PL) após fugir para os Estados Unidos. Vale lembrar que Trump ainda tem dois anos de mandato pela frente, portanto, o peso político de suas decisões ainda é relevante.