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Tarifaço: Itamaraty avalia que negociações foram para ‘cumprir tabela’

EUA já haviam anunciado tarifa de 25% e, nesta quinta, mais uma, de 12,5%. Governo já esperava novo tarifaço e informou que acionará Lei da Reciprocidade.

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  • Brasil avalia que novas tarifas norte-americanas serão aplicadas cumulativamente, exceto para itens isentos.
  • Estados Unidos impõe tarifa de 25% sobre produtos brasileiros por práticas comerciais consideradas desleais.
  • Novo anúncio de 12,5% de tarifa acusa Brasil de não combater adequadamente o trabalho forçado.
  • Brasil é considerado referência internacional no combate ao trabalho forçado pela Organização Internacional do Trabalho.
  • Governo brasileiro repudia decisão dos EUA, classificando como absurdo ligar competitividade à importação de produtos com trabalho forçado.
Palácio do Itamaraty | Foto: Reprodução/ Agência Brasília
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O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) avalia que as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros serão aplicadas de forma cumulativa, com exceção dos itens incluídos nas listas de isenção. Segundo o governo brasileiro, ainda não há uma relação completa dos produtos que estarão sujeitos à dupla tributação.

Na semana passada, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de que o Brasil adotaria práticas comerciais consideradas desleais em relação a empresários norte-americanos.

Nesta quinta-feira (23), o governo do presidente Donald Trump anunciou uma nova tarifa de 12,5%, alegando que o Brasil e outros países não adotam medidas suficientes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Medida cita investigação comercial

A decisão é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo norte-americano, o processo concluiu que o Brasil e outros 59 países não proíbem nem fiscalizam adequadamente a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado. Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmaram que já esperavam o anúncio da nova tarifa.

Em relação às negociações para evitar a cobrança adicional de 12,5%, o Itamaraty avalia que as conversas não tiveram impacto prático e que não houve disposição, por parte do governo norte-americano, para analisar as ações adotadas pelo Brasil no combate ao trabalho forçado. Segundo a avaliação do governo, o país é referência nesse tema junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Planalto divulga nota de repúdio

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgou uma nota criticando a decisão dos Estados Unidos. No comunicado, o governo classificou como um "absurdo" relacionar a competitividade da economia brasileira à importação de mercadorias produzidas com base em trabalho forçado.

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