- Governador de São Paulo defende respeito ao resultado eleitoral e pede que Flávio Bolsonaro siga em frente.
- Flávio Bolsonaro questiona legitimidade do pleito e se autoproclama líder do Brasil em carta publicada.
- Senador afirma estar nos EUA com família, em segurança, e acusa o Judiciário de perseguição política.
- Partido Liberal (PL) reconhece resultado eleitoral e pede esclarecimentos à Justiça Eleitoral.
- Flávio publica nova versão da carta, substituindo termos como "presidente eleito" por "líder do Brasil".
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deve respeitar o resultado das eleições e seguir em frente. A declaração foi feita após Flávio divulgar uma carta na qual questiona a legitimidade do pleito e se autoproclama presidente do Brasil.
“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, declarou Tarcísio.
O governador também defendeu uma atuação responsável da oposição, com respeito às instituições democráticas.
“O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel. É assim, respeitando o processo democrático e trabalhando dentro das instituições, que vamos fortalecer o sistema de freios e contrapesos que sustenta a nossa democracia”, completou.
Na carta, Flávio informou que está nos Estados Unidos com a família e afirmou estar em segurança. Sem apresentar provas, o senador alegou a existência de fraude eleitoral e colocou em dúvida a legitimidade do resultado das urnas.
Na primeira versão do documento, divulgada nas redes sociais, Flávio se definiu como o “verdadeiro presidente do Brasil” e o “presidente eleito”. Posteriormente, publicou uma nova versão, na qual substituiu essas expressões por “líder do Brasil” e “líder”.
O senador também fez críticas ao Judiciário e alegou a existência de um “regime de exceção” e de “perseguição política” contra sua família. Ele negou que sua saída do Brasil represente uma fuga e comparou sua ida ao exterior a episódios de exílio político envolvendo figuras históricas.
As declarações de Flávio contrastam com o posicionamento do próprio Partido Liberal (PL), ao qual é filiado. A legenda reconheceu o resultado eleitoral e solicitou esclarecimentos à Justiça Eleitoral.