- Sindicato defende aumento de R$ 10 milhões mensais para transporte coletivo de Teresina.
- Reunião no TCE-PI discute crise do transporte público e alternativas para equilíbrio financeiro.
- Redução de passageiros impacta arrecadação e compromete sustentabilidade dos contratos.
- TCE-PI reconhece limitação orçamentária da Prefeitura, mas defende solução compartilhada.
- Setut e TCE-PI buscam aumento de recursos para recompor déficit e ampliar serviços.
O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) defendeu, nesta sexta-feira (10), a ampliação do aporte financeiro destinado ao sistema de transporte coletivo da capital. Durante reunião realizada no Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), representantes do setor afirmaram que o valor atualmente repassado pela Prefeitura não é suficiente para garantir o equilíbrio financeiro das operações e permitir a plena retomada dos serviços.
O encontro reuniu o presidente do TCE, Kennedy Barros, vereadores da capital e representantes das empresas de ônibus. A discussão foi proposta pelo vereador João Pereira (PT) e teve como foco a busca por alternativas para enfrentar a crise que afeta o transporte público de Teresina.
Pedido de aumento do subsídio
Hoje, o Município destina aproximadamente R$ 6,3 milhões por mês ao sistema. O Setut, entretanto, sustenta que esse montante precisa ser elevado para R$ 10 milhões mensais, o que representaria um investimento anual de cerca de R$ 120 milhões.
Segundo a advogada do sindicato, Naiara Moraes, a redução contínua do número de passageiros compromete a arrecadação com as tarifas e impede o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.
A representante do Setut ressaltou que, quando a auditoria do Tribunal de Contas foi realizada, a receita obtida com a bilhetagem era de aproximadamente R$ 5 milhões por mês. Com a perda de usuários ao longo dos últimos anos, esse valor caiu para cerca de R$ 4 milhões, agravando o déficit operacional.
Auditoria do TCE
O presidente do TCE, Kennedy Barros, afirmou que o diagnóstico elaborado pelo tribunal confirmou que a arrecadação proveniente das passagens não é suficiente para cobrir os custos de operação do sistema.
Embora o estudo do TCE aponte necessidade de um aporte adicional de R$ 60 milhões anuais, o Setut defende um volume maior de recursos para recompor o equilíbrio financeiro e ampliar a oferta do serviço.
Participação do Estado
Ao comentar a alegação da Prefeitura de Teresina de que não dispõe de recursos para ampliar o subsídio, Kennedy Barros reconheceu a limitação orçamentária do município, mas defendeu uma solução construída de forma compartilhada entre os entes públicos.