- O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) afirma que o repasse mensal de subsídios públicos é indispensável para garantir a continuidade da operação.
- A entidade justificou o aumento do aporte financeiro diante da baixa arrecadação obtida com as tarifas pagas pelos usuários e da redução no fluxo de passageiros.
- O subsídio mensal anterior, fixado em R$ 6 milhões, já estaria abaixo da necessidade operacional do sistema, segundo o SETUT.
- A entidade reafirmou disposição para manter diálogo com o poder público e demais setores envolvidos na busca por soluções voltadas à preservação e melhoria do transporte coletivo em Teresina.
O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) afirmou, por meio de nota divulgada nesta quarta-feira (27), que o repasse mensal de subsídios públicos ao sistema de transporte coletivo da capital é indispensável para garantir a continuidade da operação. A entidade justificou o aumento do aporte financeiro diante da baixa arrecadação obtida com as tarifas pagas pelos usuários.
Segundo o sindicato patronal, o sistema enfrenta uma redução contínua no fluxo de passageiros, agravada pela expansão de novos meios de transporte, pelas gratuidades concedidas e pelo congelamento da tarifa desde 2019.
CUSTOS OPERACIONAIS
De acordo com o SETUT, o subsídio mensal anterior, fixado em R$ 6 milhões, já estaria abaixo da necessidade operacional do sistema. A entidade destacou ainda que o aumento no preço dos combustíveis e dos demais custos de manutenção impactou diretamente o funcionamento da frota, provocando instabilidade operacional e ajustes temporários na quantidade de ônibus em circulação.
Ainda conforme a nota, durante as negociações com o sindicato dos trabalhadores, foi identificado como necessário o acréscimo de R$ 321 mil no subsídio mensal para assegurar a continuidade do serviço e atender às reivindicações apresentadas pela categoria.
ANÁLISE DO SISTEMA
O SETUT também rebateu críticas relacionadas à comparação entre o valor dos subsídios públicos e o número de veículos em circulação. A entidade argumenta que a avaliação do transporte coletivo deve considerar outros fatores, como custos operacionais, quilometragem rodada, manutenção da frota, gratuidades e a variação no número de passageiros transportados diariamente.
Por fim, o sindicato reafirmou disposição para manter diálogo com o poder público e demais setores envolvidos na busca por soluções voltadas à preservação e melhoria do transporte coletivo em Teresina.