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Rubio responde carta de Flávio Bolsonaro e reafirma defesa de tarifas dos EUA contra o Brasil

Secretário de Estado americano também agradece apoio à classificação de PCC e CV como organizações terroristas

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  • Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, respondeu ao senador Flávio Bolsonaro após sua visita a Washington, reafirmando posição do governo sobre tarifas contra produtos brasileiros.
  • Rubio destacou classificação do PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e mencionou apoio do senador à decisão.
  • Investigação comercial aberta pelo USTR, a pedido de Trump, aponta práticas brasileiras que "onera ou restringem" o comércio com os EUA.
  • Audiência pública sobre a investigação comercial está marcada para 6 de julho de 2026, permitindo manifestações antes da decisão final.
  • Governo norte-americano propõe tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e cita quatro pontos que precisam ser resolvidos entre os dois países.
Marco Rubio e Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Flávio Bolsonaro
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu oficialmente ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, após receber uma correspondência do parlamentar e durante a recente visita do senador a Washington.

No documento, datado de 23 de junho de 2026, Rubio reafirma a posição do governo norte-americano sobre a proposta de aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros e destaca a decisão de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Em um dos trechos da carta, Rubio afirma que o representante comercial dos Estados Unidos, embaixador Jamieson Greer, "deixou claro" que Brasil e Estados Unidos ainda mantêm "diferenças substanciais" em relação à investigação comercial aberta contra o Brasil.

Segundo o secretário, Greer propôs uma ação para consulta pública antes da decisão definitiva.

"Ele [Jamieson Greer] propôs uma ação responsiva para comentário público. Esta determinação e a proposta de ação responsiva [sobretaxas] decorrem de uma investigação iniciada em julho de 2025 sob a direção específica do Presidente Trump", diz um trecho da carta, traduzido para o português.

Disputa comercial

A investigação mencionada por Rubio foi aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), a pedido do presidente Donald Trump. O governo americano sustenta que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os Estados Unidos e propõe a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

O USTR é responsável por formular e negociar a política comercial dos Estados Unidos, além de conduzir investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e recomendar medidas como a imposição de tarifas.

Na carta, Rubio cita quatro pontos que, segundo o governo americano, ainda precisam ser resolvidos entre os dois países:

  • tarifas preferenciais consideradas injustas;
  • barreiras ao acesso ao mercado de etanol;
  • desmatamento ilegal;
  • proteção da propriedade intelectual.

Facções na mira

Ao abordar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como "Terroristas Globais Especialmente Designados" e "Organizações Terroristas Estrangeiras", Rubio agradece o apoio manifestado por Flávio Bolsonaro à decisão.

Os Estados Unidos reconhecem que a violência e as sofisticadas redes criminosas dessas facções ameaçam a segurança de cidadãos honestos em nosso hemisfério compartilhado. Ao visar suas redes financeiras, de drogas e de armas, estamos tomando medidas decisivas para proteger os povos brasileiro e americano do crime organizado transnacional.

Próximos passos

Rubio também lembra que uma audiência pública sobre a investigação comercial está marcada para 6 de julho de 2026.

A etapa faz parte do processo previsto na legislação comercial americana e permitirá que empresas, associações, governos e demais interessados apresentem manifestações antes da decisão final da administração Trump. O resultado poderá influenciar os próximos desdobramentos da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos.

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