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Rogério Marinho anuncia candidatura à presidência do Senado e deve enfrentar Alcolumbre

Senador do PL cita apoio de Tereza Cristina e defende respeito à Constituição; partido terá a maior bancada da Casa em 2027

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  • Senador Rogério Marinho anuncia candidatura à presidência do Senado para o biênio 2027–2028.
  • Marinho enfrentará Davi Alcolumbre e Tereza Cristina na disputa pelo cargo.
  • PL terá 29 senadores, tornando-se a maior bancada do Senado na próxima legislatura.
  • Eleição para a presidência do Senado está prevista para a primeira semana de fevereiro.
  • Cargo concentra poder sobre agenda legislativa e decisões sobre impeachment.
Rogério Marinho coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro à presidência em 2026 | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
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O senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da Oposição no Senado, anunciou nesta quarta-feira (4) sua candidatura à presidência da Casa para o biênio 2027–2028. O lançamento ocorreu após uma reunião da bancada do Partido Liberal, em Brasília.

Na disputa pelo comando do Senado, Marinho deve enfrentar o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que articula a reeleição. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, também é cotada para participar do pleito.

Ao anunciar a candidatura, Marinho afirmou que pretende adotar uma condução diferente da atual gestão, com respeito à proporcionalidade das bancadas e às divergências entre os parlamentares.

"Nós, se Deus quiser e o povo, que são os senadores, nos derem essa honra, seremos o presidente do Congresso Nacional. E vamos tratá-los de forma diferente. Vamos respeitar a proporcionalidade. Vamos respeitar a democracia. Vamos respeitar a dissidência! Porque, ao contrário do que eles dizem, nós somos democratas", afirmou.

Sobre a possibilidade de Tereza Cristina também entrar na disputa, Marinho disse que a senadora tentará viabilizar sua candidatura, mas destacou a proximidade política entre os dois.

"A senadora Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmos propósitos e juntos faremos o possível para derrotarmos o atual presidente (Alcolumbre)", declarou.

Bancada do PL e o candidato do partido à Presidência do Senado, Rogério Marinho (RN) | Foto: Júlia Christine/g1

PL terá a maior bancada do Senado

Um dos principais trunfos de Marinho na disputa será o tamanho da bancada do PL na próxima legislatura. A partir de fevereiro de 2027, o partido passará a contar com 29 senadores, consolidando-se como a maior representação da Casa.

Aos 62 anos, Rogério Marinho é economista e está no primeiro mandato como senador, para o qual foi eleito em 2022. Antes, exerceu mandato de deputado federal e ocupou os cargos de secretário de Previdência e ministro do Desenvolvimento Regional durante o governo Jair Bolsonaro.

Na Câmara dos Deputados, em 2017, foi relator da reforma trabalhista. Em 2026, também coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro.

Disputa exige pelo menos 41 votos

A eleição para a presidência do Senado está prevista para a primeira semana de fevereiro, por meio de votação secreta. Para vencer, o candidato precisa conquistar a maioria absoluta dos 81 senadores, o equivalente a pelo menos 41 votos.

Apesar de contar com a maior bancada da Casa, Marinho precisará ampliar o apoio para além do PL e negociar com parlamentares de outras legendas.

Alcolumbre, por sua vez, já conta com o apoio anunciado da federação União-PP, além de manifestações favoráveis de integrantes do MDB e do PSD. O atual presidente também busca votos entre aliados do governo Lula e parlamentares da direita.

Presidência concentra poder no Congresso

O presidente do Senado também comanda o Congresso Nacional e exerce influência sobre a agenda legislativa. Entre suas atribuições está a definição, em conjunto com os líderes partidários, das propostas de emenda à Constituição (PECs) e dos projetos que serão pautados para votação em plenário.

O cargo também tem poder decisório sobre o recebimento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o procurador-geral da República.

Questionado sobre a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo, uma das pautas defendidas por aliados do bolsonarismo, Marinho afirmou que o tema não será o eixo de sua candidatura. O senador, porém, defendeu que eventuais irregularidades sejam apuradas.

"Nós não seremos candidatos com o tema de impeachment de quem quer que seja, mas de respeito à Constituição. O desafio é que nós não seremos omissos, porque ninguém está acima da lei. É o que diz a nossa Constituição", afirmou.

Com a aproximação da eleição, a disputa deve intensificar as articulações nos bastidores do Congresso. As negociações envolvem não apenas a escolha do presidente, mas também a distribuição de cargos estratégicos, como a 1ª Vice-Presidência e as presidências da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

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