A saída do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, é considerada iminente dentro do governo. Segundo fontes do Palácio do Planalto, o anúncio oficial é esperado para a próxima quinta-feira (8).
CONVERSAS INTERNAS E TENTATIVA DE PERMANÊNCIA
Desde o período do Natal, Lewandowski vem conversando com auxiliares sobre a possibilidade de deixar o comando da pasta. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda tentou convencê-lo a permanecer, mas as tratativas não avançaram.
Até a definição do substituto, o ministério pode ficar sob o comando interino do secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, segundo integrantes do governo.
PEC DA SEGURANÇA PERDEU FORÇA NO CONGRESSO
Inicialmente, cogitava-se que Lewandowski aguardaria a aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional. No entanto, auxiliares avaliam que a proposta foi desfigurada pelos parlamentares, perdeu o eixo central de coordenação da União e passou a transferir protagonismo aos estados, o que teria enfraquecido sua relevância.
EQUIPE PODE SER REFORMULADA
Secretários do ministério, ouvidos sob reserva, afirmam que devem acompanhar a saída do ministro, mas se colocaram à disposição para conduzir a transição até o fim do mês. Outros integrantes da pasta já planejavam deixar os cargos para disputar as eleições.
A expectativa no governo é que, com a troca no comando, haja uma reformulação completa da equipe.
GOVERNO AVALIA CRIAÇÃO DE NOVO MINISTÉRIO
O governo também estuda o desmembramento da pasta, com a criação de um Ministério da Segurança Pública. A principal dúvida, segundo fontes, é se a mudança será feita ainda neste momento ou se ficará como promessa para a próxima campanha eleitoral.