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Reforma trabalhista de Milei é aprovada no Senado com protestos nas ruas; entenda o cenário

Proposta aprovada por 42 votos a 30 prevê flexibilização de contratos, redução de indenizações e mudanças nas regras de demissão

Javier Milei, presidente argentino | Foto: Luis Robayo/AFP
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O Senado aprovou a reforma trabalhista do presidente argentino Javier Milei nesta quinta-feira (12) que flexibiliza contratos, reduz indenizações, facilita demissões e limita direitos, entre outras mudanças. O dispositivo segue agora para a Câmara dos Deputados.

A votação foi de 42 votos a favor e 30 contra. A proposta de Milei gerou revolta por parte da população que foi às ruas para protestar contra o avanço do texto.

ENTENDA O TEXTO 

De acordo com a reforma trabalhista proposta estima-se que será  estimulado a formalização em um mercado de trabalho com 40% dos trabalhadores na informalidade. O governo afirma que o dispositivo também deve reduzir custos com ações trabalhistas. 

Protestos na Argentina geram caos após rejeição a reforma trabalhista - Foto: Reuters

No entanto, a oposição e os sindicatos se colocam contra a medida pois com a estagnação da economia, queda do consumo e recuo da produção industrial não haverá formas do surgimento de empregos formais.

O governo negociou cerca de 30 alterações no texto original para garantir aprovação rápida na Câmara dos Deputados. A meta é transformar a proposta em lei antes de 1º de março, quando Javier Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso.

QUEDA DE EMPREGOS FORMAIS

Desde que Milei assumiu a presidência da Argentina houve uma redução de cerca de 300 mil empregos formais. Áreas como a construção civil,  indústria e economias regionais foram severamente impactadas. 

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