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Rafael Fonteles prevê mudanças pontuais no secretariado e promete anunciar nomes após o segundo turno

Governador reeleito com mais de 70% dos votos válidos afirma que manterá a base da gestão e destaca diálogo com a Assembleia Legislativa.

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  • Governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, afirma que fará mudanças pontuais na equipe administrativa após o segundo turno das eleições.
  • Reeleito com mais de 70% dos votos válidos, Rafael destacou a importância da relação institucional com o Legislativo e outros órgãos públicos.
  • Fonteles reforçou que a escolha dos novos nomes será transparente, seguindo critérios definidos por ele e respeitando o Poder Legislativo.
  • Governador comemorou o desempenho da base aliada, que elegeram nove deputados federais e 27 estaduais, reforçando a representatividade do Piauí.
  • Rafael destacou a eleição de Marcelo Castro e Júlio César para o Senado, ampliando a presença de aliados do Lula no Congresso Nacional.
Rafael Fonteles, reeleito em primeiro turno, concede entrevista coletiva. | Foto: Eliézer Rodrigues
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O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), afirmou nesta sexta-feira (9) que pretende promover apenas alterações pontuais na equipe administrativa para o próximo mandato. Em entrevista coletiva, o chefe do Executivo estadual declarou que os novos nomes serão anunciados após o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 25 de outubro, conforme mencionado por ele.

“Então, veja, com relação ao governo estadual, quaisquer mudanças que venham a ocorrer serão pequenas, porque o time vencedor foi o nosso, que já está no governo. Serão pequenas mudanças que, como eu disse, começarei a anunciar após o segundo turno.”

Reeleito no primeiro turno, com mais de 70% dos votos válidos, Rafael sinalizou que a composição da próxima equipe deverá preservar a estrutura política que sustenta a atual administração. Segundo ele, as indicações seguirão critérios definidos pelo próprio governador, com atenção à relação institucional com o Legislativo e os demais órgãos públicos.

CRITÉRIOS DAS ESCOLHAS

Ao comentar a formação do secretariado, Rafael Fonteles afirmou que pretende manter a transparência nos critérios de escolha, seguindo o modelo adotado no início da primeira gestão, em 2023. O governador também ressaltou que a definição dos nomes é uma atribuição sua, mas que a governabilidade depende da articulação com os representantes eleitos.

“Assim como fiz em 2022, seremos muito claros nos critérios dessas escolhas, que, obviamente, são minhas, por delegação do povo, mas respeitando o Poder Legislativo, que é fundamental para a governabilidade.”

O governador atribuiu parte dos resultados da administração à estabilidade na relação com a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). Ele também destacou a interlocução com instituições como o Poder Judiciário, o Tribunal de Contas, o Ministério Público e a Defensoria Pública, além da sociedade civil organizada.

“Dito isso, o nosso governo só foi exitoso porque tivemos uma relação de estabilidade com o Legislativo, que é o outro Poder eleito, aquele que representa diretamente o povo, mas também com os demais Poderes e órgãos que não são eleitos. Então, houve diálogo com o Poder Judiciário, o Tribunal de Contas, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a sociedade civil organizada, além do respeito a essas instituições, para garantir um governo sintonizado com o povo.”

Ao reforçar a autonomia para definir a equipe, Rafael voltou a mencionar a importância do diálogo político na condução da gestão estadual.

“A escolha, obviamente, é minha, a decisão é minha, mas sempre buscando uma sintonia fina com a sociedade, sobretudo por meio do Poder Legislativo.”

BASE ALIADA AMPLIADA NO PARLAMENTO

Durante a entrevista, Rafael também comemorou o desempenho dos partidos de sua base nas eleições proporcionais. De acordo com o governador, o grupo conseguiu eleger nove dos dez deputados federais e 27 dos 30 deputados estaduais.

“Nosso time conseguiu eleger, graças à vontade do povo, nove dos dez deputados federais, como eu já vinha dizendo que essa meta era possível, e 27 dos 30 deputados estaduais, como também afirmava que poderíamos chegar a 27 ou 28 parlamentares eleitos pelo nosso grupo.”

O governador citou representantes do PT, PV, MDB, PSD e Republicanos e agradeceu tanto aos candidatos eleitos quanto aos que não conquistaram mandato, mas contribuíram para o resultado das chapas.

“Sou muito grato aos que foram eleitos e eleitas e também àqueles que não conseguiram se eleger, mas contribuíram para a eleição dos candidatos vitoriosos. Por isso, eles também são muito importantes.”

Segundo Rafael, a gestão pretende continuar reconhecendo a atuação política de lideranças que não conquistaram vagas no Legislativo, mas que receberam votação expressiva e representam segmentos da população.

SENADO E ARTICULAÇÃO POLÍTICA

O governador também destacou a eleição de Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) para o Senado Federal. Na avaliação de Rafael, o resultado fortalece a representação política do Piauí e amplia a presença de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional.

“Agora, o presidente Lula, que tenho convicção de que será eleito no próximo dia 25, poderá contar com os três senadores da base do seu governo: Wellington Dias, que já é senador; Marcelo Castro, que teve seu mandato renovado; e Júlio César, o Julinho do Lula, cujo mandato foi conferido agora pelo povo do Piauí.”

COMPROMISSO PARA OS PRÓXIMOS QUATRO ANOS

Ao comentar a votação recebida nas urnas, Rafael afirmou que o resultado aumenta a responsabilidade de continuar entregando ações e políticas públicas à população piauiense. O governador prometeu intensificar o trabalho durante o novo mandato.

“Isso aumenta a minha responsabilidade com o povo do Piauí, porque, quanto mais votos você recebe, maior é a confiança do povo de que você é capaz de continuar melhorando a vida da população.”

Na sequência, reafirmou o compromisso com o estado para os próximos quatro anos: “Então, se me dediquei muito no primeiro mandato, vou me dedicar ainda mais ao Piauí nos próximos quatro anos.”

INVESTIMENTOS EM ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Questionado sobre obras de abastecimento, Rafael Fonteles explicou que os investimentos no setor envolvem a concessionária dos serviços, o Governo do Estado e o Governo Federal. Segundo ele, recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram assegurados para executar obras sem transferir integralmente os custos dos investimentos para as tarifas.

“Na época do debate, foi perguntado: ‘Ora, como é que quem vai fazer a adutora é o Governo Federal, e não a concessionária?’. Quem vai executar a obra é o Governo Federal, por meio de recursos que conseguimos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), justamente para que esse investimento não tenha impacto na tarifa.”

O governador afirmou que a participação do poder público deve contribuir para conter aumentos nas contas de água ao longo do tempo. Entre as obras citadas, estão as adutoras de Jaicós e de São Raimundo Nonato, além de barragens em construção.

“Por isso, vamos continuar realizando investimentos públicos para garantir a chamada modicidade tarifária, ou seja, para evitar que a tarifa aumente ao longo do tempo.” 

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