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Proposta é rejeitada e greve no transporte público inicia na segunda em Teresina

A principal divergência entre as partes está relacionada ao reajuste salarial oferecido pelas empresas de ônibus.

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  • Motoristas e cobradores de Teresina decidiram iniciar greve geral a partir da meia-noite de segunda-feira (25).
  • A paralisação foi aprovada após negociação sem acordo entre trabalhadores e empresários do setor sobre salários e benefícios.
  • O principal motivo da divergência é o reajuste salarial oferecido pelas empresas de ônibus, considerado insuficiente pelos trabalhadores.
  • A categoria cobra reajuste salarial de 7%, ticket alimentação de pelo menos R$ 800 e ampliação do plano de saúde para R$ 160 com inclusão de agregado.
Greve dos ônibus terá início em Teresina. | Foto: Reprodução
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Motoristas e cobradores do transporte coletivo de Teresina decidiram, em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (22), iniciar uma greve geral da categoria. A paralisação foi aprovada após mais uma rodada de negociações sem acordo entre trabalhadores e empresários do setor.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), o movimento deve começar à meia-noite de segunda-feira (25), caso não haja avanço nas tratativas durante o fim de semana.

Impasse gira em torno de salários e benefícios

A principal divergência entre as partes está relacionada ao reajuste salarial oferecido pelas empresas de ônibus. A proposta apresentada prevê aumento de 4,11% nos salários de motoristas e cobradores, percentual considerado insuficiente pelos trabalhadores.

Além disso, os empresários colocaram na mesa reajuste no auxílio-saúde e aumento no ticket alimentação. O vale passaria de R$ 650 para R$ 760, enquanto o auxílio médico teria acréscimo de 12%, equivalente a cerca de R$ 15.

Mesmo com alguns avanços nos benefícios, a categoria avaliou que a proposta ainda está distante da pauta reivindicada.

Categoria cobra ganho real

Os trabalhadores defendem reajuste salarial de 7%, ticket alimentação de pelo menos R$ 800 e ampliação do plano de saúde para R$ 160 com inclusão de agregado.

Representantes do sindicato afirmam que houve aproximação em relação ao valor do ticket, mas apontam que os índices oferecidos para salários e assistência médica continuam abaixo do esperado.

Subsídio da Prefeitura entra na discussão

Outro ponto debatido durante a reunião foi o subsídio previsto pela Prefeitura de Teresina para o sistema de transporte público. Conforme o Sintetro, o município deverá destinar cerca de R$ 6 milhões ao setor, com incremento estimado em 5,35%.

A entidade sindical sustenta que parte desses recursos poderia ser utilizada diretamente para garantir melhores reajustes aos trabalhadores e evitar a paralisação do sistema.

Negociação segue aberta

Apesar da decisão pela greve, o sindicato informou que continuará participando das negociações nos próximos dias. A expectativa é de que novas propostas sejam apresentadas antes do início do movimento paredista.

Caso não haja acordo, o transporte público da capital poderá sofrer interrupções já nas primeiras horas da próxima segunda-feira.

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