O prefeito de Pio IX, Silas Noronha, de 59 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (10), no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de exploração sexual de adolescentes. A decisão judicial que determinou a prisão preventiva também estabeleceu o afastamento do gestor do cargo por um período de 90 dias, como havia sido adiantado ontem pelo MeioNews.
APRESENTAÇÃO E SILÊNCIO
O gestor se apresentou na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Teresina, acompanhado de seu advogado. Durante o depoimento, optou por permanecer em silêncio.
Após os procedimentos iniciais, ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de corpo de delito. A defesa não se manifestou no momento.
INVESTIGAÇÃO EM CURSO
De acordo com as autoridades, o caso envolve denúncias de exploração sexual de adolescentes mediante pagamento. Até o momento, cinco jovens já foram ouvidas no decorrer das investigações.
O delegado Tales Gomes detalhou o andamento do caso: “O prefeito está sendo investigado por exploração sexual de adolescentes mediante o pagamento de valores. Já foram ouvidas algumas adolescentes e um rapaz que possivelmente fazia essas intermediações. Foi decretada a prisão preventiva do prefeito e do sobrinho dele, preso ontem. Após o corpo de delito, ele vai ser submetido à audiência de custódia e, durante a semana, vai prestar mais informações”, informou.
A condução do inquérito está sob responsabilidade da delegada Rosa Chaib.
ENVOLVIMENTO DE FAMILIAR
O sobrinho do prefeito, Samuel Noronha, foi preso na quinta-feira (9), após ser citado nas denúncias. Segundo as apurações, ele também teria participação no suposto esquema, atuando na intermediação de contatos.
SIGILO E NOVAS DENÚNCIAS
As investigações seguem sob sigilo, e novas diligências ainda estão em andamento. A defesa solicitou acesso ao material já produzido pelas autoridades.
Sobre o andamento do procedimento, o delegado reforçou: “O procedimento está em sigilo. Ainda há diligências em curso, e aqueles que ainda tiverem denúncias a fazer sobre essa investigação devem procurar a Delegacia de Proteção na DPCA", finalizou.
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