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PP e União Brasil não devem apoiar Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais

Dirigentes da federação formada pelos dois partidos indicam que a decisão deve ser tomada por causa de atritos com o senador e da pressão de lideranças estaduais por neutralidade na disputa pelo Planalto.

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  • Federação União Progressista não apoiará nacionalmente pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
  • Decisão foi influenciada por desgaste entre Flávio Bolsonaro e dirigentes da federação e pressão por neutralidade.
  • Progressistas demonstravam insatisfação com Flávio Bolsonaro desde a investigação envolvendo Ciro Nogueira.
  • Prisão de aliado político de Flávio Bolsonaro gerou desconforto e expectativa de manifestação pública.
  • Lideranças defendem neutralidade para evitar prejuízo a candidaturas locais em estados com apoio a Lula.
Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução
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A federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP), não deve apoiar nacionalmente a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Sem uma aliança em âmbito nacional, a tendência é que os diretórios estaduais das duas siglas tenham liberdade para definir os candidatos que apoiarão em cada estado.

Desgastes influenciaram decisão

Segundo informações, a decisão foi motivada pelo desgaste na relação entre Flávio Bolsonaro e dirigentes da federação nos últimos meses, além da pressão de lideranças estaduais pela manutenção da neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto.

Nas federações partidárias, duas ou mais legendas atuam de forma conjunta em todo o país por um período mínimo de quatro anos.

O Progressistas já demonstrava insatisfação com Flávio Bolsonaro desde que o presidente do partido, Ciro Nogueira, passou a ser investigado pela Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, em maio deste ano.

De acordo com integrantes da legenda, Ciro esperava uma manifestação pública de apoio do senador, o que não ocorreu. Antes desse desgaste, chegou a ser cogitada a possibilidade de Ciro Nogueira integrar uma chapa presidencial como candidato a vice de Flávio Bolsonaro.

Prisão de aliado também gerou desconforto

Outro episódio citado por dirigentes ocorreu após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), aliado político de Flávio Bolsonaro e pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. Canella foi preso na quarta-feira (8), durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, após um fuzil ser encontrado no porta-malas de seu veículo.

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-prefeito afirmou que a arma era utilizada por um policial militar integrante de sua equipe de segurança. Segundo a investigação, porém, ele não apresentou provas para comprovar essa versão.

Integrantes da federação afirmam que também esperavam uma manifestação pública de Flávio Bolsonaro sobre o caso.

Lideranças defendem neutralidade

Além dos episódios recentes, dirigentes do União Brasil e do Progressistas relataram ter recebido, desde o início do ano, pedidos de parlamentares para que a federação permanecesse neutra na disputa presidencial.

O principal argumento é eleitoral. Deputados, especialmente do Nordeste, avaliam que um apoio formal a Flávio Bolsonaro poderia prejudicar candidaturas locais em estados onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém forte apoio.

Apesar de não aderir nacionalmente à campanha de Flávio Bolsonaro, o Progressistas pretende permitir que seus diretórios estaduais decidam de forma autônoma quais candidaturas apoiarão nas eleições.

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