- PF pede abertura de terceiro inquérito contra Lulinha por tráfico de influência.
- Novo pedido aguarda distribuição a ministro relator no STF.
- Investigação apura suposto favorecimento de empresas ligadas a Lulinha.
- Empresa 3Structure IT LTDA é alvo de apuração por contratos com o governo.
- Defesa de Lulinha critica investigações e compara com "melhor de 3".
A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O pedido foi encaminhado na semana passada e investiga um suposto esquema de tráfico de influência em favor de empresas parceiras do empresário junto ao governo federal.
Novo pedido será distribuído a um relator
O pedido da PF foi enviado ao STF, onde aguarda distribuição a um ministro relator. A nova investigação é distinta das duas anteriores autorizadas recentemente pelo ministro André Mendonça.
Segundo a corporação, a apuração busca esclarecer suspeitas de que Lulinha teria atuado para beneficiar empresas com as quais mantém relação comercial em órgãos da administração federal.
Outros dois inquéritos já foram autorizados
Na semana passada, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de dois inquéritos contra Lulinha. Ambos investigam, em tese, os crimes de tráfico de influência e corrupção.
Uma das investigações envolve supostas irregularidades relacionadas ao Ministério da Saúde, enquanto a outra apura contratos vinculados à Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev).
O terceiro pedido, no entanto, ainda não foi distribuído ao ministro André Mendonça.
Empresa é alvo de apuração
No centro da segunda investigação está a empresa 3Structure IT LTDA, do setor de tecnologia, que possui contratos em vigor de R$ 55,7 milhões com o governo federal, além de ter recebido aproximadamente R$ 49 milhões em repasses, conforme dados do Portal da Transparência.
A PF investiga se houve eventual favorecimento da empresa por meio de influência exercida junto a órgãos públicos.
Primeiro inquérito envolve setor da saúde
A primeira investigação autorizada pelo STF trata da regulamentação de produtos medicinais à base de cannabis e da atuação do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como responsável pelo pagamento de passagens de Lulinha para a Europa.
A apuração busca verificar se houve relação entre esses benefícios e eventual atuação em favor de interesses privados.
Defesa critica investigações
O advogado Marco Aurélio Carvalho, responsável pela defesa de Lulinha, criticou a abertura das investigações e ironizou os pedidos apresentados pela Polícia Federal (PF).
"Estão fazendo uma espécie de 'melhor de 3'. Uma piada", declarou o defensor ao comentar a sequência de inquéritos envolvendo seu cliente.