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PF indicia Rodrigo Bacellar, TH Joias e mais três por obstrução e ligação com organização criminosa

Inquérito enviado ao STF aponta tráfico de influência entre política e Judiciário fluminense; o caso reúne quebras de sigilos telefônicos e bancários.

Rodrigo Bacellar | Foto: Thiago Lontra/Alerj
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O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, foram indiciados pela Polícia Federal com a conclusão das investigações sobre vazamento de informações no Rio de Janeiro.

Além destes, Flávia Judice, Jessica Santos e Thárcio Salgado, ligados a Bacellar e TH Joias, também foram indiciados. Os indiciamentos são por organização criminosa, obstrução à Justiça envolvendo organização criminosa e favorecimento pessoal. As informações foram divulgadas pela CNN. 

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA

No entanto,o desembargador do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) Macário Judice Neto, preso durante as investigações, não foi indiciado. Devido a Lei Orgânica da Magistratura, que impede tal procedimento.

As investigações da PF apontam indícios de tráfico de influência envolvendo a política e o Judiciário fluminense. Agora, o caso foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) e reúne quebras de sigilos telefônicos e bancários.

RELEMBRE O CASO

TH Joias e Rodrigo Bacellar - Foto: Reprodução

O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, foi preso em 3 de dezembro de 2025 durante uma operação da Polícia Federal que mira o vazamento de informações sigilosas. Segundo a PF, o deputado é suspeito de repassar detalhes internos da Operação Zargun, deflagrada em setembro, quando o então deputado TH Joias foi preso.

De acordo com as investigações, a atuação de agentes públicos no repasse irregular dessas informações teria provocado a obstrução das apurações relacionadas à Zargun. A polícia afirma que o vazamento comprometeu etapas essenciais da investigação, ampliando a necessidade de aprofundar a conexão entre grupos criminosos e figuras políticas do estado.

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