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PF diz que deputado bolsonarista recebeu a maior fatia do esquema do INSS

Euclydes Pettersen teria sido repassado mensalmente por empresas ligadas ao ex-procurador-geral do órgão.

Euclydes Pettersen | Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
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A Polícia Federal identificou que o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) teria sido beneficiado com aproximadamente R$ 14,7 milhões em pagamentos ilícitos ligados ao esquema de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com a investigação, documentos apreendidos pela PF trazem o nome do parlamentar codificado como “Herói E” em planilhas usadas para controlar a distribuição de propinas. Os repasses, segundo os investigadores, eram feitos mensalmente por meio de empresas ligadas a Cícero Marcelino de Souza Santos, ex-procurador-geral do INSS, e ao assessor dele, André Luiz Martins Dias.

As apurações indicam que Pettersen exercia papel central no esquema porque teria garantido acesso institucional a Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil). Ainda segundo a PF, Carlos Roberto influenciava diretamente na escolha de nomes para cargos de comando dentro do INSS.

A corporação afirma também que o deputado figurava como o maior beneficiário da lista de pagamentos, recebendo os valores mais altos entre todos os envolvidos na distribuição de propina.

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