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PF afirma que não tinha autorização para prender Flávio Bolsonaro antes de saída do Brasil

Polícia Federal diz que solicitou a Moraes apreensão de passaportes e restrições de viagem, mas não recebeu autorização para prender ou monitorar permanentemente o senador

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  • PF afirma não ter autorização judicial para prender Flávio Bolsonaro ou adotar medidas cautelares.
  • Senador deixou o Brasil e viajou para os EUA após ser derrotado na eleição presidencial.
  • PF solicitou ao STF apreensão de passaportes e restrições de saída do país.
  • Flávio utilizou passaporte italiano para embarcar em jatinho e seguir para Equador.
  • PF investiga descumprimento de determinações judiciais após saída do senador.
Flávio Bolsonaro desembarca de um avião após chegar ao Aeroporto Executivo de Opa-Locka, em Miami, Flórida, em 28 de outubro de 2026 | Foto: RICARDO ARDUENGO / AFP
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A Polícia Federal (PF) afirmou nesta quarta-feira (28) que não tinha autorização judicial para prender, vigiar permanentemente ou adotar outras medidas cautelares contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em nota, a corporação informou que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a apreensão dos passaportes e a proibição de saída do país, mas não solicitou a prisão do parlamentar.

A manifestação foi divulgada após a confirmação de que Flávio deixou o Brasil e viajou para os Estados Unidos, depois de ser derrotado no segundo turno da eleição presidencial.

“A existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares”, declarou a PF.

Segundo a corporação, o STF foi acionado no domingo (25), dia do segundo turno, após a identificação de um risco iminente de saída do senador do território nacional.

PF pediu apreensão de passaportes e restrições de viagem

As medidas foram solicitadas no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.

De acordo com a nota, a PF pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, três medidas contra o senador:

  • apreensão dos passaportes;
  • proibição de deixar o país;
  • restrição de contato com outros investigados.

Após Moraes acolher os pedidos, a Polícia Federal informou que cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio emitidos pelas autoridades brasileiras. Também foi incluído um alerta migratório no sistema SONAR, utilizado no controle de fronteiras.

A corporação ressaltou, porém, que as medidas autorizadas não incluíam a prisão do parlamentar nem a vigilância permanente.

Senador não entregou passaporte estrangeiro

Segundo a PF, Flávio foi formalmente intimado na manhã de segunda-feira (26) a entregar, em até 24 horas, eventuais passaportes emitidos por outros países.

O prazo terminou sem que os documentos fossem apresentados, conforme informações divulgadas anteriormente sobre o caso.

A Polícia Federal afirmou ainda que não há registro oficial da saída do senador pelos postos formais de controle migratório brasileiros. A corporação informou que investiga as circunstâncias do descumprimento das determinações judiciais.

Flávio deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina

Flávio Bolsonaro saiu do Brasil na noite de terça-feira (27), pela fronteira do Paraná com a Argentina.

No país vizinho, ele utilizou o passaporte italiano para embarcar em um jatinho particular que partiu de Puerto Iguazú com destino a Guayaquil, no Equador, na madrugada de quarta-feira (28).

Do Equador, o senador seguiu para os Estados Unidos, onde chegou à Flórida na manhã do mesmo dia.

Flávio possui passaporte italiano desde 2023. Pela decisão de Moraes, o documento estrangeiro também deveria ter sido entregue às autoridades brasileiras, mas isso não ocorreu dentro do prazo informado pela PF.

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